PETROBRAS não avalia reduzir gasolina e diesel, diz gerente

O gerente de Relações com Investidores da Petrobras, Paulo Maurício Campos, afirmou nesta quinta-feira que a empresa não está pensando em redução de preço de combustíveis nesse momento, apesar da sucessivas quedas do preço do petróleo.

REUTERS

12 de março de 2009 | 19h08

Em chat para analistas e investidores no final da tarde, Campos afirmou que a política da empresa continua sendo ajuste no médio/longo prazo.

Em entrevista para a TV Brasil, na noite de quarta-feira, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admitiu que poderia reduzir o preço da gasolina e do diesel nos próximos três a quatro meses, se o valor do petróleo e o câmbio se mantivessem nos patamares atuais.

"O último aumento ocorreu em maio de 2008. No presente momento não estamos ainda pensando em redução de preço", afirmou Campos.

A possível queda de preços afetou o desempenho das ações da estatal nesta quinta-feira, segundo alguns analistas. Os papéis da Petrobras fecharam em alta de apenas 1,25 por cento, apesar do petróleo ter disparado 11 por cento no mercado internacional.

Campos descartou também um possível aumento de capital da companhia, conforme chegou a ser especulado, para fazer frente aos investimentos de 174,4 bilhões de dólares entre 2009 e 2013. Para este ano, a previsão é de investir 60 bilhões de reais.

"Os nossos investimentos são realizados com recursos próprios e financiamento de terceiros e para 2009 estamos contando com 12 bilhões de dólares do BNDES", informou.

Ao ser perguntado quando o valor de mercado da empresa voltaria a subir, Campos destacou que, com os investimentos anunciados para os próximos cinco anos, a Petrobras está se fortalecendo, e que o preço do petróleo não ficará no patamar atual para sempre.

"Após a crise, o petróleo não estará na faixa que se encontra hoje, até porque o preço do petróleo varia em função da oferta versus demanda. As economias voltando a crescer, a demanda pelo produto também crescerá, elevando consequentemente o seu preço", explicou.

O executivo disse ainda que a empresa está tomando todas as providências para apurar o vazamento de informações do balanço do quarto trimestre horas antes da sua divulgação, na última sexta-feira, e estipulou prazo de 30 dias para que a comissão interna, criada no dia 9, investigue o caso e tenha uma conclusão.

A empresa realiza assembleia extraordinária no dia 8 de abril com seus acionistas, quando será definida a data para o pagamento de dividendos referentes ao exercício do ano passado.

(Reportagem de Denise Luna)

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