Petrobras não confirma números sobre Bacia de Sergipe

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta sexta-feira, 27, que a estatal não confirma os dados sobre o potencial de óleo e gás natural do bloco Seal-11, na Bacia de Sergipe, conforme divulgado por uma agência de notícias na noite de quinta-feira. "A gente não fala desses números. Não confirmamos", disse. Segundo a reportagem, o bloco teria reservas recuperáveis de 1 bilhão de barris de óleo e gás.

WELLINGTON BAHNEMANN E SABRINA VALLE, Agencia Estado

27 de setembro de 2013 | 16h01

Apesar de não comentar o assunto, a executiva afirmou que os resultados das atividades exploratórias já realizadas na Bacia de Sergipe têm bons resultados até o momento. "Tratam-se de descobertas relevantes", afirmou a executiva, sem entrar em detalhes. Graça afirmou que a Bacia de Sergipe é uma nova fronteira de exploração, que começou a demandar maior interesse da companhia por volta de 2008.

A executiva lembrou que a Bacia de Sergipe já faz parte do plano de negócio e gestão da Petrobras. "O primeiro óleo está previsto para 2018. Teremos uma produção de 100 mil barris por dia", afirmou. Graça Foster preferiu não dizer qual é o volume de gás já encontrado pela estatal em suas atividades exploratórias, mas disse que os volumes são grandes. "Em 2016, iremos fazer um teste de longa duração (TLD)", acrescentou a executiva.

Nordeste

A executiva disse esperar incluir as refinarias Premium do Maranhão e do Ceará no plano de negócio 2014-2018. O plano será anunciado no ano que vem. Segundo ela, os projetos ainda não estão 100% garantidos, mas Graça disse que foi contratada uma empresa americana para melhorar o indicador de Valor Presente Líquido dos projetos, que estavam com custo muito acima do desejado. Ela disse que foram retiradas redundâncias, tornando o projeto mais compacto.

Graça reafirmou que está previsto para março ou abril a abertura de licitação para contratação de serviços para a construção das refinarias. Ela disse que, além de um projeto rentável, as refinarias precisam ser possíveis de serem financiadas dentro dos planos da companhia. A presidente da Petrobrás admitiu estar conversando com a chinesa Sinopec para uma parceria.

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