Petrobrás não tem pressa para captar, diz gerente

Megacapitalização realizada no ano passado garante à estatal condições para operar com níveis reduzidos de alavancagem, afirma gerente-executivo de Finanças da companhia

André Magnabosco, da Agência Estado,

29 de setembro de 2011 | 15h29

A atual turbulência do mercado econômico mundial não causa preocupações à Petrobrás e não afetará o planejamento de captações da companhia. De acordo com o gerente-executivo de Finanças da companhia, Gustavo Tardin, a megacapitalização realizada no ano passado garante à estatal condições para operar com níveis reduzidos de alavancagem. "Estamos esperando o momento correto e no momento correto vamos ao mercado de acordo com nossas necessidades", afirmou o executivo, que participou nesta quinta-feira de evento promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo Tardin, a companhia não enfrentaria qualquer problema caso não fossem realizadas novas captações até o final do ano. De igual maneira, tal intervalo não afetaria o planejamento de investimentos da Petrobras para 2011.

Ressaltando inúmeras vezes que a situação de endividamento da companhia é confortável, Tardin afirmou que a "perspectiva para a dívida da Petrobrás é muito boa". Por isso, a companhia pretende aproveitar as diversas possibilidades existentes no mercado, com foco principalmente em dívidas de mais longo prazo. "Vamos explorar o mercado de capital internacional, tanto da Europa quanto dos Estados Unidos, vamos explorar as export credit agencies, vamos explorar o mercado bancário nacional e internacional", disse o executivo.

A prioridade em recursos de longo prazo, segundo Tardin, é necessária e possível graças ao perfil de investimentos da companhia e à baixa alavancagem da estatal. "A companhia tem grandes projetos e um nível de caixa confortável. Então podemos esperar", afirmou o executivo, destacando os fundamentos da companhia.

Esses fundamentos sólidos garantem a perspectiva favorável aos títulos de dívida da estatal, fator que ainda tem o suporte de a companhia ser dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), enfatizou Tardin. "Temos bastante espaço para dívida, e lastreado no imenso potencial das reservas de petróleo", complementou.

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