Petrobrás não terá sobreoferta de gás natural até 2020, diz Barbassa

Segundo diretor Financeiro da estatal, ainda há imprecisão sobre o gás natural que deverá ser extraído da camada pré-sal

Sergio Torres, da Agência Estado,

30 de maio de 2011 | 10h53

O diretor Financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, previu nesta segunda-feira, 30, que até 2020 não haverá nenhuma possibilidade de a companhia ter uma "sobreoferta" de gás natural. De acordo com o executivo ainda há imprecisão sobre o gás natural que deverá ser extraído da camada pré-sal.

"Ainda estamos trabalhando no conhecimento do pré-sal", disse ele, para quem a forma de utilização do gás natural descoberta no pré-sal ainda não foi definida pela Petrobrás.

Barbassa considera a atual fase do gás natural como "muito crítica" porque "nem sempre as ações acontecem de maneira harmônica". Ele se referia a dutos, campos de produção e mercado. Segundo ele, nem sempre estes três fatores estão em uma mesma fase de desenvolvimento, o que dificulta a ação da companhia em relação ao gás natural.

Pré-sal

Barbassa anunciou que a companhia encontrou na camada do pré-sal "situações melhores" do que as inicialmente previstas quando do início da exploração, há cerca de três anos.

As condições mais favoráveis a que o executivo se referiu estão relacionadas à porosidade, à permeabilidade e às características da produção do óleo extraído do pré-sal.

"Temos condições melhores que as anunciadas em 2007, 2008", disse ele, para quem os novos dados permitem falar em crescimento grande, que levará a um "potencial de produção de longo prazo".

Investimentos internacionais

O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, estimou que o novo plano de negócios da empresa manterá na faixa de 5% os investimentos internacionais previstos até 2015. Segundo ele, este porcentual já está estipulado no plano de investimentos em vigor. O novo plano deve ser divulgado em breve, de acordo com a estatal. "É provável que fique por aí", afirmou o diretor, em referência aos investimentos externos da companhia.

Barbassa disse que o plano de negócios "já deu uma reorientada no investimento internacional", que deixou de crescer e passou a se concentrar em pontos de maior interesse para a companhia, como a Costa da África e o Golfo do México, por exemplo. Barbassa participou nesta manhã do evento Rio Investors Day.

(Texto atualizado às 12h08)

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