Petrobras participará de licitação para Carabobo

O diretor de Abastecimento daPetrobras, Paulo Roberto Costa, informou que a estatal decidiuabrir mão dos 10 por cento que iria ter no campo de Carabobo 1,na Venezuela, para participar da licitação da área que serárealizada pelo país vizinho, tentando uma fatia de 40 por centono projeto. "Decidimos abrir mão dos 10 por cento e vamos participar dalicitação internacional, com o objetivo de ter 40", declarouCosta. Os 10 por cento que a Petrobras teria em Carabobo seriamuma contrapartida pela participação da estatal venezuelanaPDVSA na refinaria de Pernambuco, Abreu Lima. Com o anúncio feito nesta segunda-feira, a Petrobras voltaa buscar uma participação prevista em um acordo inicial com aVenezuela, firmado em 2005. Naquela época, havia ficado acertado que a Petrobrasficaria com 40 por cento do projeto venezuelano e 60 por centoda refinaria no Brasil, enquanto a PDVSA teria 40 por cento narefinaria Abreu Lima e 60 por cento da exploração do petróleopesado de Carabobo. Rumores de que a Petrobras teria desistido da exploração emCarabobo para priorizar a exploração no Brasil ganharam forçaquando a estatal anunciou que reduziria a participação a 10 porcento e o contrato da refinaria não era assinado. Segundo Costa, em até 90 dias o contrato da refinaria seráassinado com a PDVSA. "As avaliações com o tempo vão se alterando, o cenário vaimudando... há dois, três anos não tinha pré-sal, as coisasmudam", justificou o executivo sem dar detalhes sobre a mudançae sem querer comentar se houve pressão política para aPetrobras tentar elevar a participação no projeto venezuelano. "Se não tivermos sucesso lá em Carabobo ainda temos oscampos que já estão em produção (na Venezuela) e vamos fazer arefinaria juntos", disse Costa, afirmando que mesmo que aPetrobras não ganhe a licitação a PDVSA continuará parceira narefinaria. A refinaria Abreu Lima, com capacidade para processar 200mil barris diários de petróleo, está orçada em 4 bilhões dedólares, mas terá seu valor revisto para cima no novo Plano deNegócios da Petrobras 2009-2013, que será divulgado entreagosto e setembro. VALERO O diretor informou ainda que as negociações para a comprada refinaria Valero, em Aruba, foram suspensas até que seresolva a questão de arbitragem entre a estatal brasileira e ogrupo Astra sobre divergências na refinaria de Pasadena, nosEstados Unidos. "A questão é a sinergia que nós teríamos da Valero comPasadena, então não vamos avançar enquanto não resolvermos oproblema com a Astra", afirmou. Petrobras e Astra dividem meio a meio a refinaria dePasadena e entraram em conflito depois que a empresanorte-americana não quis acompanhar os planos da Petrobras deampliar a unidade de 100 para 200 mil barris diários depetróleo e processar o petróleo pesado do Brasil. "A Astra entendeu de forma diferente esse acordo e agoratem que esperar a arbitragem", explicou o executivo. Fonte da Petrobras informou à Reuters na semana passada quea Astra, uma trading, quer faturar com o alto preço do petróleoe por isso não quer interromper a produção no curto prazo paraobras de expansão ou adaptação ao petróleo brasileiro. (Reportagem de Denise Luna)

REUTERS

07 de julho de 2008 | 18h46

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