Petrobrás pode deixar de importar mais gasolina em junho, diz diretor

 Aceleração da colheita da cana-de-açúcar deve diminuir ainda mais preço do etanol

Kelly Lima, da Agência Estado,

23 de maio de 2011 | 19h08

O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse nesta segunda-feira, 23, que a companhia não deverá precisar importar mais gasolina no mês de junho, a exemplo do que ocorreu em abril e maio, para suprir a demanda de consumidores que migraram do etanol. Segundo ele, a aceleração da colheita da cana, já em plena safra, deverá derrubar ainda mais os preços do etanol na bomba de combustíveis, provocando o retorno dos consumidores para este combustível.

"Aumentamos nossa produção de gasolina nas refinarias no primeiro trimestre, com crescimento em torno de 6%, e com isso reduzimos a importação. Nesse momento não pensamos em nova importação", afirmou Costa. Segundo ele, foram importados 2,5 milhões de barris entre abril e maio. No ano passado a empresa importou um total de três milhões de barris para atender a demanda.

"O que observamos no mercado nas últimas semanas foi um aumento da demanda de álcool hidratado pela redução de preços e possivelmente devemos ter um equilíbrio entre a oferta e a procura de gasolina", ressaltou o diretor.

Costa deixou o seminário da Apimec sem comentar o novo plano de investimentos da empresa.

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