Petrobras pode mexer em preços apenas quando recuperar perdas

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, cogitou nesta sexta-feira a possibilidade de uma redução no preço do diesel e da gasolina, porém somente a partir do momento em que a estatal conseguir recuperar as perdas acumuladas no ano passado, quando o barril do petróleo atingiu o pico de quase 150 dólares.

RODRIGO VIGA GAIER, REUTERS

20 de março de 2009 | 19h25

"A defasagem de preço existe sim. Estamos em um processo de recuperação de perdas. Essa recuperação não será demorada, mantidos os atuais parâmetros", disse Costa a jornalistas, em entrevista marcada pela empresa visando esclarecer a questão, após críticas de que a estatal não estaria repassando para o mercado brasileiro a queda nos preços internacionais do petróleo.

Segundo Costa, quando as perdas forem totalmente recuperadas, a Petrobras "vai avaliar um ajuste no preço" do diesel e da gasolina.

O executivo admitiu possibilidade de empresas importarem derivados por conta da defasagem de preço. "É óbvio que se a defasagem chegar a um valor proibitivo vamos ter que fazer algo, porque senão as distribuidoras vão começar a importar".

Segundo ele, o preço ideal para o barril do petróleo para viabilizar investimentos futuros da indústria é de 70 a 80 dólares por barril. Nesta sexta-feira a commodity fechou em 51,06 dólares.

"Espero que o petróleo fique acima dos 50 dólares para o mundo não ter dificuldades no futuro. Para produzir no Ártico, na Venezuela e no Canadá, esse é o preço adequado", afirmou.

GREVE

Costa afirmou ainda que a empresa já montou um plano de contingência para uma eventual paralisação de petroleiros a partir de segunda-feira. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) ameaça parar por 5 dias.

"Já montamos um plano nas áreas de refino e abastecimento. Esperamos que não tenhamos queda", disse ele. "O plano é para cinco dias. Temos estoques e outras estratégias para não haver problemas", acrescentou.

(Edição de Marcelo Teixeira)

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