Petrobras pode ter mais empréstimos da China, diz Gabrielli

O Banco de Desenvolvimento da China pode oferecer crédito adicional à Petrobras, além do empréstimo de 10 bilhões de dólares com prazo de 10 anos concedido nesta semana, afirmou o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, nesta quinta-feira.

REUTERS

21 de maio de 2009 | 19h44

"Discutimos com o banco a possibilidade de outro empréstimo, que pode ser grande", disse Gabrielli em entrevista à imprensa.

Na terça-feira, a Petrobras fechou com a China um acordo para empréstimo de 10 bilhões de dólares, segundo o qual a petrolífera fornecerá 200 mil barris de petróleo por dia para a estatal Chinesa Sinopec nos próximos 10 anos.

A Petrobras já está fornecendo cerca de 160 mil barris por dia à Sinopec, e ampliará as remessas para 200 mil barris diários no ano que vem.

Gabrielli explicou que a China concordou em fazer o financiamento com juros abaixo das taxas que a empresa concordou em pagar por outras dívidas, mas não quis dar mais detalhes.

O vice-presidente financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que a companhia não precisará de nenhum novo financiamento até 2011.

"Nós temos financiamentos abundantes, mas sempre estamos observando nossas opções", afirmou Barbassa.

Gabrielli também disse que os preços do petróleo em nível global de 45 dólares o barril tornarão comercialmente viável para a Petrobras produzir a partir dos campos de pré-sal.

Os preços futuros do petróleo nos Estados Unidos terminaram negociados abaixo de 61 dólares o barril nesta quinta-feira.

Uma CPI no Congresso brasileiro planeja investigar possíveis irregularidades praticadas pela Petrobras.

"Isso (a CPI) não ameaçará a Petrobras ou seus investimentos, mas infelizmente as manchetes negativas afetam a imagem da companhia", disse Gabrielli. "É uma guerra política."

(Reportagem de Matt Daily e Joshua Schneyer)

Tudo o que sabemos sobre:
ENERGIAGABRIELLINYATU*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.