Petrobrás precisa de meta de investimento mais realista, diz Coutinho

Para o presidente do BNDES, planos atuais são muito ambiciosos e difíceis de serem colocados em prática

Daniela Milanese, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 07h39

A Petrobrás deve caminhar para uma meta de investimentos mais realista, afirmou o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Para ele, os planos atuais são muito ambiciosos e difíceis de serem colocados em prática.

Nesta terça-feira, o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, admitiu que a companhia terá de reduzir seu programa de investimentos por recomendação do principal acionista, o governo federal. A companhia tinha planos de aportar US$ 224 bilhões para o período de 2010 a 2014, mas adiou a divulgação das metas para até 2015, que seria feita na sexta-feira passada.

"O ministro Guido Mantega pediu uma meta mais realista para o conselho de administração da Petrobrás", afirmou. Segundo ele, o conselho coloca pressão para que a empresa seja eficiente, de forma a garantir o retorno dos projetos.

Coutinho avalia que a execução dos planos enfrenta desafios, como a forte necessidade de fornecedores e mão-de-obra. As mesmas dificuldades estão sendo apontadas pela Vale, que também sinalizou ontem a redução da projeção de investimentos neste ano - dos US$ 24 bilhões previstos inicialmente para US$ 20 bilhões.

Para o presidente do BNDES, a moderação das companhias é positiva. "As duas empresas têm programas de investimentos muito ambiciosos e é difícil de implantar", disse. "Talvez não sejam planos realistas hoje."

Coutinho conversou com jornalistas nesta quarta-feira em Londres. Da capital britânica, ele segue nesta tarde para Nova York. 

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