Fábio Motta/Estadão
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Petrobrás prepara oferta de títulos no mercado doméstico, dizem fontes

A companhia busca arrecadar pelo menos R$ 3 bilhões com a transação, segundo a fonte; se o lote suplementar for colocado, a oferta poderia atingir até R$ 4 bilhões

Reuters

12 Maio 2015 | 15h52

SÃO PAULO - A Petrobrás está preparando uma oferta de títulos da dívida no mercado doméstico do Brasil que poderia ser finalizada já na próxima semana, disseram duas fontes com conhecimento direto da situação nesta terça-feira, 12, à Reuters.

A Petrobrás procura pelo menos R$ 3 bilhões com a transação, disse a primeira fonte, que pediu anonimato já que o plano está em elaboração. Se o lote suplementar for colocado, a oferta poderia atingir até R$ 4 bilhões, disse a mesma fonte. A precificação está prevista para ocorrer na próxima semana, disse a primeira fonte.

Uma primeira parte da emissão, com vencimento em cinco anos, poderia pagar cerca de 1,8 ponto percentual acima da taxa interbancária de referência (CDI), disseram ambas as fontes.

A segunda parte poderia oferecer aos investidores debêntures de infraestrutura com vencimento em sete anos, disseram ambas as fontes. Elas acrescentaram que a Petrobrás poderia pagar cerca de 0,8 ponto percentual acima da taxa de rendimento das dívidas baseadas na inflação oficial com vencimento comparável.

Uma terceira parte da emissão provavelmente teria um prazo de vencimento entre nove e dez anos, rendendo 1,7 ponto acima de títulos do governo baseados no índice de inflação oficial, disseram as fontes. 

Banco Bradesco, Banco do Brasil, o Grupo BTG Pactual e Banco Votorantim vão coordenar a operação, disseram as fontes. A Petrobrás, o Bradesco e o Banco do Brasil não quiseram comentar o assunto. As outras instituições não tiveram comentário imediato sobre o tema.

O lançamento ocorre após um empréstimo de US$ 3,5 bilhões ao China Development Bank Corp, que ressalta como a Petrobrás busca aumentar opções de financiamento após um escândalo de corrupção cortar o acesso da empresa a captações durante meses. A Petrobrás precisa de dinheiro para fazer frente a investimentos já contratados este ano e refinanciar alguns dos US$ 170 bilhões em dívidas com bancos, fornecedores e investidores.

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