Petrobras pretende reduzir financiamento a fornecedores

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admitiu que a companhia pretende reduzir seu programa de financiamento a fornecedores. A uma plateia formada quase exclusivamente por representantes da cadeia de petróleo, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), para apresentar o Plano de Negócios da empresa para o período 2011-2015, ele destacou, no entanto, que "não é interesse da companhia prejudicar o fornecedor, mas apenas substituir a fonte de crédito". "Vamos trocar o nosso caixa por um caixa bancário", disse.

KELLY LIMA, Agencia Estado

28 de julho de 2011 | 12h29

Em sua apresentação, Gabrielli estimulou os empresários a pensar no longo prazo e visar a competitividade internacional da cadeia produtiva. "O futuro do mundo está em águas profundas. Agora está no Brasil, mas pode ser que daqui a algum tempo esteja na África, no Ártico, ou em outros lugares. Mas se a indústria brasileira introduz um sistema tecnológico eficiente poderá ser competitiva lá fora", disse.

Para ele, é preciso pensar no horizonte futuro. "Notem o volume de coisas que estamos fazendo e o quanto temos por fazer pela frente", acrescentou, destacando que o novo plano trata apenas dos cerca de 35 bilhões de barris de reservas estimadas pela companhia (14 bilhões provadas, 5 bilhões da cessão onerosa e outras já em carteira para serem comprovadas), que produzem atualmente 850 mil barris por dia e vão chegar a 2020 produzindo 5 milhões de barris diários.

"Considerando apenas as áreas que já temos, o nosso horizonte para produção é de pelo menos mais 30 anos além de 2020, sem considerar os novos projetos que vão entrar com os leilões de partilha. Com certeza novas áreas do pré-sal entrarão. E pensando nisso, os empresários da cadeia de petróleo não podem entrar para ganhar em dois dias ou em um ano. O desenvolvimento destas riquezas é longo. Dado o tamanho do negócio não há como ter alta rentabilidade no curto prazo", disse.

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