Petrobrás prevê entrada de mais 36 poços

SÃO PAULO E RIO - Após interligar 15 poços nos últimos meses, sendo sete poços apenas no segundo trimestre, a Petrobrás prevê a interligação adicional de 36 poços, os quais podem adicionar uma produção de 440 mil barris de óleo diários. A projeção foi feita nesta segunda-feira, 12, pelo diretor de Exploração e Produção (E&P) da estatal, José Miranda Formigli Filho, durante teleconferência com analistas e investidores que acontece neste momento.

André Magnabosco, Sabrina Valle e Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

12 de agosto de 2013 | 11h21

Parte dos poços será interligada a quatro novos sistemas definitivos que entrarão em operação até o final deste ano. São as plataformas P-63, P-58, P-55 e P-61/TAD. Além disso, alguns dos 36 poços serão interligados também a unidades já em operação. Formigli reforçou que os quatro novos sistemas entrarão em operação até o final deste ano.

Câmbio. Formigli disse nesta segunda que a desvalorização cambial provocou um aumento de custos em reais de 3% no segundo trimestre. O diretor disse que a produção de petróleo terá um aumento (ramp up) significativo no final do terceiro trimestre, um efeito que será sentido plenamente no quarto trimestre, disse.

Formigli disse que a plataforma P-63 está pronta na Ilha de Santana, passando por últimos ajustes, e 23 de agosto é previsão para ida à locação. A plataforma se juntará a outras que entrarão em produção no próximo semestre (P-61, P-55, P-58, P-61 e TAD). Ao todo, serão 36 poços interligados que aumentarão o potencial de capacidade total em 448 mil barris/dia.

Produção de fertilizantes. A produção de fertilizantes da Petrobrás atingiu 419 mil toneladas no segundo trimestre deste ano, resultado 43% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. O volume não inclui a produção da fábrica de fertilizantes do Paraná, adquirida pela estatal no dia 1º de junho. A nova unidade irá agregar uma capacidade de produção de 1,3 mil toneladas de amônia e de 1,9 mil toneladas de ureia, dois insumos utilizados na produção de fertilizantes.

Em teleconferência com analistas, o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Alcides Santoro, ressaltou o desempenho do setor. "A produção de fertilizantes é hoje a que melhor remunera a atividade de gás natural da estatal da Petrobras", ressaltou.

Programa de eficiência. Os ganhos obtidos pela Petrobrás com o Programa de Eficiência Operacional (Proef) já superam US$ 1 bilhão, revelou o diretor de Exploração e Produção (E&P) da estatal, José Miranda Formigli Filho. O montante é calculado a partir do valor presente líquido (VPL) obtido com iniciativas nessa área. "A soma do VPL atinge mais de US$ 1,2 bilhão", revelou o executivo em teleconferência com analistas e investidores realizada neste momento.

De acordo com Formigli , o VPL obtido com o Proef na Unidade Operacional da bacia de Campos (UO-BC) soma US$ 626 milhões. Desde o início do programa, em junho do ano passado, já foram investidos US$ 1,2 bilhões no UO-BC.

A Petrobrás também registra VPL de US$ 596 milhões com as atividades na Unidade Operacional Rio (UO-RJ), onde as operações do Proef tiveram início em novembro de 2012. Os dispêndios no UO-RJ somaram apenas US$ 3,2 milhões. "Como estamos trabalhando preventivamente, o custo necessário para manter níveis elevados é menor", justificou Formigli.

Produção. O Proef impediu que a produção da Petrobrás fosse 62 mil barris por dia de óleo menor no segundo trimestre. Os ganhos na UO-BC totalizaram 15 mil barris por dia no trimestre e na UO-RJ, de 47 mil barris por dia.

Dessa forma, a produção na UO-BC ficou em 389 mil barris por dia no segundo trimestre e alcançou uma eficiência operacional de 74,3%. Caso o Proef não fosse estivesse em fase de implementação, a produção seria de 374 mil barris por dia no trimestre, com eficiência de 66,1%.

No caso da UO-RJ, a produção foi de 887 mil barris por dia, com 92,8% de eficiência operacional. Sem o Proef, a produção teria ficado em 840 mil barris por dia e 90,4% de eficiência operacional.

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