Petrobras prevê importação menor nos próximos meses

O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, afirmou hoje que a importação trimestral de gasolina e diesel da estatal deve ficar abaixo de 200 mil barris por dia nos próximos trimestres. O número é, portanto, inferior ao patamar de 240 mil barris diários registrado no primeiro trimestre deste ano. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, por outro lado, haverá aumento já que a importação totalizou 81 mil barris diários entre abril e junho.

ANDRÉ MAGNABOSCO, SABRINA VALLE E MÔNICA CIARELLI, Agencia Estado

12 de agosto de 2013 | 12h57

Os dados do segundo trimestre deste ano, porém, foram distorcidos pela decisão da companhia de consumir um maior volume do estoque.

A expectativa de que a importação de combustíveis seja menor no segundo semestre é fundamentada no ritmo mais acelerado da produção das refinarias da estatal, que têm operado com 99% de eficiência operacional. "A tendência é que o volume de importação seja menor do que no primeiro trimestre de 2013 porque estamos bem posicionados em produção de gasolina. E, além disso, tivemos a entrada do álcool que reduziu o consumo de gasolina", destacou.

Contabilidade de hedge

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse nesta segunda-feira, 12, ao comentar os resultados do segundo trimestre, que a companhia registraria lucro mesmo sem a adoção da contabilidade de hedge (prática contábil que permite antecipar valores de exportações). O executivo explicou que a variação cambial influenciou negativamente em R$ 8 bilhões o resultado do período antes da aplicação de impostos. Após os impostos, a cifra cai para R$ 5 bilhões.

"Como o lucro foi superior a R$ 6 bilhões, o resultado seria positivo assim mesmo", disse. Segundo Barbassa, o uso da contabilidade do hedge coloca os números da companhia mais alinhados com o caixa. Afasta do resultado R$ 8 bilhões que não entraram no caixa", disse. A contabilidade de hedge, explica, permite que o efeito sobre o caixa seja neutralizado no curto prazo.

A mudança da política também poderia gerar uma distribuição potencial adicional de R$ 600 milhões em dividendos aos detentores de ações ordinárias, destacou Barbassa. Segundo ele, no entanto, esta é apenas uma possibilidade, pois a distribuição adicional ainda dependeria de aprovação pelo conselho de administração. A estimativa da empresa é baseada na eventualidade de os parâmetros atuais permanecerem inalterados. O valor, nesse cenário, se refere a "100% das ON emitidas pela empresa", ou seja, haveria distribuição tanto para o governo quanto para acionistas privados.

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