Petrobras quer atingir 1,3 bi de litros de etanol no ano

O presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, prevê que a companhia deverá alcançar a marca de 1,3 bilhão de litros de etanol produzidos neste ano. O volume estimado representa uma expansão de aproximadamente 30% em relação ao total produzido no ano passado. A previsão para a moagem de cana-de-açúcar é de 25 milhões a 26 milhões de toneladas. Os dois números consideram a produção da Petrobras nas coligadas Guarani, Nova Fronteira e Total.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

27 de junho de 2013 | 19h32

A Petrobras participa da gestão de sete usinas e, segundo Rossetto, opera próximo ao limite de sua capacidade instalada. Para manter a trajetória de crescimento, a companhia analisa oportunidades em três frentes: expansão de unidades em operação, construção de novas usinas e aquisições. "Estamos em processo de negociações com outros grupos", revelou.

Os possíveis acordos, destacou Rossetto, visam a estimular o crescimento da oferta de etanol no mercado doméstico. "Investimos para o crescimento dessas empresas e vamos continuar com essa estratégia", disse, em referência ao processo que levou a Petrobras a ter um controle conjunto de empresas como a Guarani. A meta da companhia é responder por 15% do mercado brasileiro de etanol em 2017.

A Petrobras Biocombustível deve investir cerca de R$ 1 bilhão neste ano para ampliar a capacidade. Um dos projetos em curso é a expansão da usina Boa Vista, localizada em Goiás. "Tínhamos no ano passado 2,5 milhões de moagem e, neste ano, estamos moendo 4 milhões de toneladas. E já estudamos ampliar mais ainda essa capacidade de moagem", afirmou o executivo sem dar detalhes do projeto.

Rossetto também informou que a produção comercial de etanol de segunda geração dentro da Petrobras deve ter início em 2015. O executivo participou nesta quinta-feira, 27, do Ethanol Summit 2013, na capital paulista.

Questionado sobre a atratividade do mercado energético para novos projetos de biomassa, Rossetto destacou que a companhia ainda deve avaliar se participará do leilão A-5, marcado para o segundo semestre. "Vamos avaliar as condições do mercado e do leilão", disse. Ele lembrou também que todas as empresas das quais a Petrobras detém participação no segmento disponibilizam energia para o mercado.

Crise

Rossetto também comentou a atual situação da Petrobras e rebateu a acusação de que a empresa estaria em crise. "Não há crise. A Petrobras segue com um plano extraordinário de investimentos e tem desafios durante alguns meses do ano. O que é absolutamente normal."

Ele também afirmou que a política de preços da companhia no segmento de combustíveis continuará associada à volatilidade dos preços no longo prazo. "Não temos uma política de flutuação diária ou semanal de nossos preços. São preços adequados para remunerar nossos acionistas e investimentos e, ao mesmo tempo, assegurar um preço razoável para a economia e a sociedade brasileira", ressaltou.

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