Petrobras rescinde contrato milionário com estaleiro Iesa, investigado na Lava Jato

A Petrobras informou nesta terça-feira que o contrato assinado com o estaleiro Iesa Óleo e Gás para fornecimento do Pacote III de Módulos de Replicantes foi rescindido, segundo nota enviada à Reuters.

REUTERS

18 de novembro de 2014 | 20h48

A estatal não revelou os motivos da rescisão do contrato com o Iesa, que teve executivos com prisão decretada na operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Segundo a Petrobras, a companhia e os parceiros BG e Galp, sócios para desenvolvimento da produção do Bloco BMS-11, no pré-sal da Bacia de Santos, deverão realizar oportunamente nova licitação para a contratação dos serviços.

A informação foi divulgada após questionamentos à Petrobras sobre a paralisação dos trabalhos no estaleiro, em meio a problemas financeiros da Iesa.

A Iesa venceu licitação de 720 milhões de dólares com a Petrobras para a construção de 24 módulos de compressão de gás para seis plataformas do pré-sal.

A estatal não detalhou o impacto que a decisão terá para os projetos no pré-sal, além de prazos para contratação de novo estaleiro.

Em meado deste ano, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, reuniu-se com o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), visando buscar uma solução para o Iesa, que naquela oportunidade já corria o risco de perder o contrato com a petroleira em meio a problemas financeiros e atrasos na entrega dos materiais contratados.

O estaleiro é peça chave no polo naval do Jacuí, na cidade Charqueadas, onde vários subfornecedores se instalaram para atender a empresa.

Uma tentativa de solução foi feita por meio da formação de uma parceria entre a Iesa Óleo e Gás e a construtora Andrade Gutierrez, mas as tratativas acabaram sendo em vão.

O primeiro pacote com seis módulos deveria ter sido entregue em julho, mas nenhum ficou pronto, disse naquele mês um representante do sindicado dos trabalhadores à Reuters.

Mais de mil trabalhadores foram envolvidos na obra dos módulos.

Não foi possível contatar imediatamente algum representante da Iesa.

(Por Marta Nogueira)

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