Petrobrás resiste em aceitar valor de US$ 8 para barril de petróleo

Segundo fonte próxima das negociações, estatal quer preço próximo de US$ 6 por barril

Reuters,

26 de agosto de 2010 | 16h44

A Petrobrás resiste em aceitar um valor em torno de US$ 8 pelo barril das reservas de petróleo da União que deverão ser trocadas por ações da companhia, disse um ministro do governo próximo das negociações que estão ocorrendo em Brasília.

"A discussão central ainda é sobre preço. A Petrobrás não está querendo US$ 8 de jeito nenhum", afirmou, pedindo anonimato.

Segundo fontes, a Petrobrás quer um preço próximo de US$ 6 por barril. O governo, de outro lado, não aceitaria um valor menor que US$ 8.

Esse preço será multiplicado pelo volume de barris de petróleo que será concedido à companhia, a chamada cessão onerosa. Quanto maior o preço, maior o peso da União na capitalização, mas pode significar um volume de recursos menor para a Petrobrás, que precisa do dinheiro para seu volumoso plano de investimentos.

O ministro disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definirá a questão do preço do barril de petróleo que será usado na capitalização da Petrobrás o mais rápido possível, assim que tiver os dados completos sobre o assunto, disse um ministro nesta quinta-feira.

"O martelo será batido pelo presidente", disse a fonte, acrescentando que Lula vai arbitrar a questão que colocou governo e Petrobrás em confronto.

O governo deverá receber na próxima segunda-feira o relatório final da certificadora contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para avaliar o preço do barril de petróleo das reservas da União.

Os ministros da Minas e Energia, Marcio Zimmermann; da Casa Civil, Erenice Guerra; da Fazenda, Guido Mantega e o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabirelli, assistiram na quarta-feira apresentações das certificadoras sobre o trabalho preliminar realizado nas reservas não licitadas da bacia de Santos.

(Por Natuza Nery )

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