Petrobras suspende modernização de refinaria japonesa

A Petrobras anunciou ter suspendido por tempo indeterminado seu plano de elevar para 100 mil barris por dia a capacidade da refinaria Nishihara, na ilha de Okinawa, no sudoeste do Japão. Segundo a companhia, a medida ocorre devido à mudança de prioridades em meio à falta de recursos. A Petrobras não vai sair da refinaria e agora busca um parceiro para o projeto de modernização, disse o porta-voz da estatal, Nelson Toyomura.

HÉLIO BARBOZA, Agencia Estado

26 de outubro de 2011 | 10h41

"Quando anunciamos o plano, foi antes do choque do Lehman Brothers", afirmou Toyomura. "Além disso, não havíamos descoberto as reservas do pré-sal", lembrou. "Naquela época, íamos expandir os negócios no exterior. Mas agora o pré-sal é nossa prioridade."

Em 2008, a Petrobras comprou 87,5% da refinaria de Nishihara da TonenGeneral Sekiyu KK, unidade de refino da Exxon Mobil japonesa. A fim de usá-la como base na Ásia, a companhia brasileira planejava inicialmente equipar a refinaria com unidades secundárias capazes de craquear o pesado petróleo brasileiro e vender os derivados principalmente para a China.

Porém, depois da eclosão da crise financeira global, em 2008, a Petrobras adiou o plano de equipar a refinaria. Em 2010, a estatal brasileira comprou da Sumitomo Corp. os 12,5% restantes e disse que decidiria sobre a reinstalação do plano de modernização da refinaria até o fim de 2011.

Agora, a companhia aposta pesadamente nos campos em águas profundas, com investimentos planejados de US$ 224 bilhões entre 2011 e 2015, principalmente para desenvolver o pré-sal. As informações são da Dow Jones.

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