Petrobras vai intensificar busca de gás na Amazônia

A Petrobras vai intensificar seuplanejamento para exploração de gás na região amazônica,informou o diretor de Exploração e Produção da companhia,Guilherme Estrella, nesta segunda-feira. A empresa já produz 50 mil barris diários de petróleo nocampo de Urucu, no Estado do Amazonas, e a partir de 2008também irá produzir gás. A Petrobras prevê ainda perfurar 23poços na bacia do Solimões até 2012 e entre os principaisprojetos estão os campos de Juruá, Jaraqui e São Mateus,informou Estrella. "A bacia passou a ser estratégica porque é na selvaamazônica. Nós temos um contrato de fornecimento de 5,5 milhõesde metros cúbicos com o Estado do Amazonas, durante 20 anos, eUrucu atende essa demanda só até 2012. Temos que ter maisreservas para sustentar", disse Estrella. As descobertas na região amazônica foram feitas entre asdécadas de 1970 e 1980 e as reservas estimadas são de 1 bilhãode barris de óleo equivalente (petróleo e gás). Estrella explicou que a produção média da Petrobras em 2007 deve oscilar entre 1,840 e 1,850 milhão de barrisdiários de petróleo, abandonando de vez a meta de 1,919 milhãode barris para o ano estimada anteriormente. A redução foi atribuída pelo executivo a problemasoperacionais no primeiro semestre, que decorreu em sucessivasquedas de produção da empresa no período. "Tivemos problemas com (as plataformas) P-34, P-50, P-43,P-48...o primeiro semestre foi um horror, mas faz parte danossa atividade. Boa parte dos nossos problemas já está sendosolucionada", disse Estrella a jornalistas. Segundo o diretor, que negou nesta segunda-feira estardeixando o cargo como vem sendo especulado pela imprensa, aauto-suficiência da empresa está garantida apesar da queda naprodução. "Mudanças são atos de rotina do governo dentro daPetrobras, não pedi para sair, não é necessário, quando ogoverno quiser o cargo é só pedir". Segundo ele, não há risco de perder a auto-suficiência,conquista do atual governo, porque a demanda não deverá chegara 1,860 milhão de barris diários. "(A demanda) está entre 1,800 e 1,820 milhão de barrisdiários", disse Estrella. O executivo, já aposentado pela estatal e que voltou aotrabalho a convite do governo, disse que no segundo semestreestão previstas para entrar em operação as plataformas P-52,P-54 e Piranema. Esta última será batizada na terça-feira, emSergipe, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 2008, segundo Estrella, a previsão de produção é de2,050 milhões de barris diários de petróleo, ante demandaestimada de 1,922 milhão de barris diários. Ele confirmou que a licitação da plataforma P-55, que seráinstalada no campo de Roncador, na bacia de Campos, foinovamente cancelada devido a valores considerados muito altos,o que já tinha ocorrido em janeiro. "A tendência é simplificar os projetos para ver se eles setornam mais viáveis economicamente", disse o executivo semestabelecer uma data para a retomada do processo. (Por Rodrigo Viga Gaier)

REUTERS

03 de setembro de 2007 | 18h39

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