Petrobrás, Vale e siderúrgicas ainda estão longe das máximas na BM&FBovespa

Petrobrás, que valia R$ 138,4 bilhões em 30 de junho, chegou a ser avaliada em R$ 510,3 bilhões oito anos atrás

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

22 Julho 2016 | 05h00

RIO - Mesmo recuperando parte do valor de mercado que foi pelo ralo em 2015 no primeiro semestre, Petrobrás, Vale, Usiminas, Gerdau e CSN continuam muito longe de seus tempos áureos no mercado de capitais. A mineradora chegou a ser avaliada em R$ 322,9 bilhões e a petroleira em R$ 510,3 bilhões nas máximas históricas registradas em 16 e 21 de maio de 2008, segundo a consultoria Economática.

Foi também em meio à alta dos preços das commodities e do bom desempenho da economia doméstica naquele ano que Gerdau, Usiminas e CSN bateram seus recordes em valor de mercado na Bovespa, entre maio e junho daquele ano: R$ 55,6 bilhões, R$ 47,2 bilhões e R$ 64,9 bilhões.

Petrobrás e Vale lideraram a recuperação no primeiro semestre, mas vinham de anos difíceis. A partir de 2011, com o fim do ciclo de alta do minério, o papel da Vale começou a se desvalorizar. Em 2015, a companhia perdeu R$ 45,9 bilhões, atropelada pelas mínimas do minério e pelo rompimento da barragem da controlada Samarco, em novembro. Já a Petrobrás perdeu R$ 26,2 bilhões no ano passado.

Em 30 de junho, a Petrobrás valia R$ 138,4 bilhões e a Vale, R$ 77,5 bilhões. A distância é de nada menos que R$ 371,9 bilhões e R$ 245,4 bilhões em relação ao pico do valor, respectivamente. As siderúrgicas atingiram os seguintes valores de mercado: R$ 10,2 bilhões (CSN), R$ 9 bilhões (Gerdau) e R$ 3,6 bilhões (Usiminas).

Investigações. Além de produzirem commodities, as cinco companhias têm em comum o fato de estarem enredadas em crises que envolvem aspectos societários, de governança, ambientais e, em alguns casos, a esfera criminal. O mais notório é o da Petrobrás, atropelada pela Operação Lava Jato, que resultou na prisão de parte da diretoria executiva, incluindo Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento.

A Vale teve sua imagem manchada pela tragédia com a barragem da Samarco, controlada pela mineradora em parceria com a BHP Billiton. O mar de lama que invadiu o Rio Doce oito meses atrás abalou a multinacional, excluída do índice de sustentabilidade da Bovespa e até hoje pressionada pelas incertezas quanto às consequências do episódio em Mariana.

Do lado das siderúrgicas, a briga dos controladores da Usiminas – Nippon e Ternium – dura quase dois anos, tendo como sequelas demissões em massa, aumento exponencial do endividamento e queima do caixa da companhia. A CSN, de Benjamin Steinbruch, também participa do imbróglio da Usiminas como acionista minoritária da siderúrgica mineira e busca de voz ativa em seu comando. Tenta também se desfazer de ativos, sem sucesso. A Gerdau está envolvida na Operação Zelotes e enfrenta divergências internas e com acionistas minoritário. A empresa, no entanto, tem negado essas questões. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.