Petrobras vê espaço para queda de preço do gás boliviano

A Petrobras avalia que há espaço para uma redução no custo do gás natural importado na Bolívia a partir de 2019, quando expira o atual contrato de importação do insumo. Como o investimento no gasoduto de transporte estará praticamente amortizado nesse período, o gerente executivo corporativo da área de Gás & Energia, Hugo Repsold, argumentou que seria natural que essa parcela da tarifa do gás natural boliviano fosse reduzida.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

11 de junho de 2013 | 13h21

"A partir do momento que os investimentos estão remunerados, existe uma tendência natural de se retirar essa parcela do valor da tarifa. Isso vai acarretar inevitavelmente em redução de custo para o consumidor final", afirmou o executivo. Uma vez remunerado o investimento, a tarifa de transporte seria baseada apenas em custos de operação e manutenção e em eventuais investimentos que forem realizados, com alguma margem de lucro. O gás natural da Bolívia é importado por meio do gasoduto Brasil - Bolívia (Gasbol), em operação comercial desde 1999.

O executivo ponderou que o impacto para o consumidor final é de difícil mensuração porque dependerá das condições de precificação. "A molécula dependerá da negociação. É preciso ver o câmbio, o PIB e os impostos", afirmou Repsold. Ao final de março, último dado disponível, o preço do gás boliviano vendido às distribuidoras no Sudeste era de US$ 10,204 por milhão de BTU, sendo que o transporte custava de US$ 1,781 por milhão de BTU.

O contrato atual entre Brasil e Bolívia permite a importação de até 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás, e a presidente da Petrobras, Graça Foster, já afirmou publicamente que a intenção da estatal é de renovar esse contrato.

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