Petroleiras concordam em elevar produção de gás na Bolívia-mídia

Companhias estrangeiras de energia que operam na Bolívia concordaram em aumentar a produção de gás natural em quase 10 por cento, disse o presidente da empresa estatal de energia YPFB, segundo a mídia local.

REUTERS

12 de maio de 2009 | 11h36

Cerca de 13 companhias , incluindo a Petrobras, a espanhola Repsol e a francesa Total assinaram acordos que permitem à Bolívia aumentar a produção de gás natural para 44,68 milhões de metros cúbicos por dia, ante 41 milhões de metros cúbicos, informou reportagem do jornal La Razón, de La Paz.

"Nós assinamos contratos de produção, métodos de pagamento e um esboço de desenvolvimento de novas usinas. Os três acordos são para garantir um aumento na produção (este ano)", disse Villegas ao La Razón.

A Bolívia tem a segunda maior reserva de gás natural na América do Sul depois da Venezuela, e é a maior região exportadora, fornecendo cumbustível para Brasil e Argentina.

A produção de energia tem permanecido estável em torno de 40 milhões de metros cúbicos ao dia por pelo menos três anos, apesar de anúncios anteriores do governo de que companhias estrangeiras estavam planejando investir pesadamente no estímulo da produção.

Em 2006, o presidente Evo Morales nacionalizou a indústria de energia do país, elevando as taxas para investidores em energia e afastando eventuais investimentos.

A Petrobras, depois de inúmeras negociações, concordou em aumentar a produção e recentemente admitiu que está procurando por mais gás no país vizinho, mas informou, na semana passada, que ainda não possuir dados para afirmar o quanto poderá produzir a mais.

Morales aumentou o controle de algumas companhias de energia, incluindo a maior operadora de gasoduto, anteriormente controlada pela Ashmore Energy International. No início deste mês Morales nacionalizou a Air BP, uma divisão da britânica BP Plc

O Brasil aumentou desde o início de maio as importações de gás natural da Bolívia para 30 milhões de metros cúbicos ao dia, por conta do crescimento da demanda de usinas termelétricas devido à seca no sul do país.

No início do ano, o Brasil reduziu as importações de gás boliviano de 30 milhões de metros cúbicos para cerca de 20 milhões.

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