Petroleiros voltam ao trabalho na Refinaria Presidente Bernardes

Depois de dois dias de greve, sindicatos fazem 'recuo estratégico'; grupo de contingência assumiu trabalhos na quarta-feira, por isso, não houve queda na produção

Zuleide de Barros, de O Estado de S. Paulo,

18 de novembro de 2011 | 17h55

Acabou a paralisação dos trabalhadores da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, depois de dois dias de greve. Embora o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista garanta que o pessoal de turno tenha aderido 100% ao movimento, a diretoria da RPBC informa que não houve queda na produção, uma vez que o grupo de contingência da empresa assumiu os trabalhos na quarta-feira, quando foi deflagrada a greve.

De acordo com os dirigentes sindicais dos petroleiros na Baixada Santista, o que houve foi um recuo estratégico, uma vez que a categoria vinha se mostrando dividida. Os seis Sindipetros que representam cerca de 30 mil petroleiros em todo o Brasil estavam promovendo paralisações parciais, com o racha desencadeado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que decidiu suspender a greve geral marcada para a última quarta-feira (16), adiando a decisão para o dia 22.

"Só uma greve nacional, com a adesão maciça de todos os trabalhadores, teria força suficiente para que a Petrobrás atendesse nossas reivindicações", ponderou o assessor do Sindipetro do litoral paulista, Leandro Olímpio. Ele afirma que há 16 anos os petroleiros estão sem aumento real e que a empresa usa artifícios para confundir a opinião pública, ao informar que oferece 10,71% de reajuste salarial para a categoria. "É preciso deixar claro que esse percentual não reajusta o salário-base, sacrificando não só o pessoal da ativa, mas sobretudo o aposentado, que deu o sangue pela empresa", argumenta o sindicalista.

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