Petróleo sobe com corte de produção, dólar e dados de estoques

Estoques de destilados caíram 2,937 milhões de barris na semana passada, muito mais do que a queda projetada de 1,5 milhão de barris

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2010 | 14h23

Os preços dos contratos futuros do petróleo operam em alta, impulsionados pelas notícias sobre o nível dos cortes de produção no campo de Buzzard no Mar do Norte, no Reino Unido, e pela queda do dólar em relação ao euro. Os ganhos continuaram após a divulgação do relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA.

 

Os dados do Departamento mostraram que os estoques de destilados caíram 2,937 milhões de barris na semana passada, muito mais do que a queda projetada de 1,5 milhão de barris. Os estoques de petróleo, em contrapartida, subiram 3,085 milhões de barris, muito mais do que a previsão de alta de 1,8 milhão, e o de gasolina cresceram em 1,62 milhão de barris, acima da estimativa de alta de 1,5 milhão de barris.

 

Às 14h10 (de Brasília), o contrato do petróleo para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) eletrônica subia 1,14%, para US$ 78,21 por barril, com máxima intraday de US$ 73,71 por barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para abril tinha alta de 0,88% para US$ 76,94 por barril.

 

Produção

 

A companhia canadense Nexen disse nesta quinta-feira, 18, que a produção no seu campo petrolífero de Buzzard, no Mar do Norte, no Reino Unido, deve permanecer com taxas reduzidas para as "próximas semanas." De acordo com a empresa, a produção foi reduzida para um nível entre 30 mil e 50 mil barris de petróleo por dia, depois que foi identificada a necessidade de um reparo na plataforma.

 

A notícia de que o dólar recuava ante o euro também serviu de estímulo para os preços do contratos. "São as notícias sobre a produção e o dólar que estão conduzindo o mercado", disse Andy Lebow, vice-presidente de energia da MF Global em Nova York, antes da divulgação do relatório do DOE.

 

Os preços do petróleo estavam sob pressão de baixa no início da sessão, puxados pelos dados econômicos mais fracos divulgados pelos EUA que afetaram o dólar. A moeda americana tinha se firmado diante do euro, mas logo reduziu seus ganhos. Um dólar mais fraco geralmente faz com que os preços do petróleo subam, uma vez que torna o custo da commodity mais barato para os detentores de outras moedas.

 

A inflação dos EUA subiu mais que o esperado, refletindo a alta dos custos de energia. Mas os aumentos de preços em outros setores da economia continuam controlados, o que pode manter a taxa de juros em um nível recorde de baixa. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 1,4% em janeiro, na comparação com dezembro, mais do que a alta de 0,9% esperada pelos analistas, informou hoje o Departamento de Trabalho.

 

O Departamento informou ainda que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 31 mil, para 473 mil, após ajustes sazonais, na semana até 13 de fevereiro.

 

As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
petróleo, inflação, produção

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.