Petrolífera BG pensa no longo prazo depois de resultados fracos

A empresa de petróleo britânica BG Group disse que os seus principais projetos de longo prazo estão caminhando ao mesmo tempo em que apresentou uma série de reveses no curto prazo, incluindo lucros trimestrais mais fracos que o esperado, um corte na estimativa da taxa de produção de saída em 2012 e uma considerável despesa.

Reuters

26 de julho de 2012 | 14h28

O BG disse nesta quinta-feira que estava progredindo nos planos de colocar grandes projetos na Austrália e no Brasil em operação, que irão aumentar a produção consideravelmente a partir de 2015, dissipando preocupações quanto a possíveis atrasos e superação de gastos diante de planos tão ambiciosos.

No entanto, dificuldades no Mar do Norte e manutenção em uma planta de gás natural liquefeito (GNL) afetaram a performance trimestral.

O grupo apresentou lucros subjacentes de 1,07 bilhão de dólares nos três meses terminados em junho, abaixo da estimativa de 1,1 bilhão de dólares conforme uma pesquisa com analistas, a maioria dos quais esperava lucros maiores da divisão de GNL.

O BG também reduziu sua estimativa de taxa de produção para o fim do ano de 750 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) para 720 mil boed, diante do fechamento em curso de um campo no Mar do Norte, um atraso em outro projeto no Reino Unido que está entrando em produção, e um imprevisto na perfuração de gás de xisto nos Estados Unidos --três questões já abordadas nos meses recentes.

BG disse que também terá um prejuízo de 1,3 bilhão de dólares em seu negócio de gás de xisto nos Estados Unidos, sendo que a empresa alertou em fevereiro que diminuiria a perfuração diante de um fraco preço de gás.

Um preço de petróleo mais baixo no trimestre em relação ao ano passado além da maior despesa com exploração diante da anulação de uma licença no Brasil significaram em um lucro trimestral 4 por cento menor que o registrado há um ano, apesar de a produção crescer 4 por cento.

O BG disse que estava aumentado o seu dividendo em 10 por cento para 11,88 centavos de dólar por ação.

(Reportagem de Sarah Young)

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