Petros e Previ rejeitam proposta do Mubadala para comprar Invepar

Fundos afirmaram que termos da oferta foram insatisfatórios; OAS disse que não participa da negociação

Renée Pereira, Com Reuters

18 Agosto 2018 | 04h00

Os fundos de previdência dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e da Petrobrás (Petros) rejeitaram a oferta do fundo soberano Mubadala, de Abu Dabi, para adquirir o controle da empresa de concessões de infraestrutura Invepar.

Previ e Petros consideraram os termos da oferta vinculante como “insatisfatórios” e a proposta foi rejeitada por ambos, segundo documentos apresentados nesta sexta-feira, 17. Os dois fundos e a Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal) detêm 75,6% da Invepar.

A OAS, também acionista da Invepar com 24,4%, disse que não está envolvida no projeto de venda da participação societária e “portanto não tem conhecimento de eventuais propostas vinculantes recebidas pela Invepar e ou pelos demais acionistas”.

Criada em 2000, a Invepar é uma holding que investe em infraestrutura de transportes. Na área de rodovias, detém participação em oito concessionárias, num total de quase 2 mil quilômetros. A empresa também tem importantes concessões de mobilidade urbana no Rio de Janeiro, como MetrôRio, MetrôBarra e VLT Carioca.

Em 2012, o grupo formou um consórcio com a operadora Aiport Company South Africa e venceu o leilão de licitação do Aeroporto de Guarulhos, o maior do País. Na época, o grupo deu um ágio de 373,5% para arrematar o ativo.

Com dificuldades de liquidez e credibilidade abalada por sua ex-sócia OAS, empresa investigada pela Operação Lava Jato e que está em recuperação judicial, a Invepar já foi avaliada pela francesa Vinci e pelo grupo CCR – também envolvido na Lava Jato.

Devolução. Com o escândalo de corrupção e a crise econômica, a Invepar passou a enfrentar problemas que a levaram a decidir pela devolução da concessão da BR-040, que liga o Distrito Federal ao Rio de Janeiro. A rodovia foi arrematada em dezembro de 2013. Com a crise econômica, a empresa alegou que as projeções de crescimento do tráfego na estrada não se concretizaram.

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