PIB abaixo da prévia do BC não significa ausência de reação, diz Maciel

Chefe do Departamento Econômico do Banco Central afirmou que há defasagem entre a reação da atividade econômica e os resultados fiscais positivos

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado ,

30 de novembro de 2012 | 12h02

BRASÍLIA - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, argumentou nesta sexta-feira que o fato de o crescimento do PIB do terceiro trimestre do ano ter ficado abaixo dos indicadores antecedentes não significa que a expansão tenha sido uma reação em relação aos trimestres anteriores. "E reação importante", emendou.

Hoje pela manhã, o IBGE divulgou que o PIB do terceiro trimestre cresceu 0,6%. O indicador antecedente do próprio Banco Central, o IBC-Br, apontava para uma expansão de 1,15% no período. "Vínhamos com crescimentos desde o segundo trimestre do ano passado, mas o resultado de hoje de manhã tem significativa mudança em relação aos resultados anteriores", comparou.

Segundo ele, a reação da atividade está ocorrendo e deve influenciar positivamente os resultados fiscais futuros, já que há uma defasagem. "A reação do PIB desse terceiro trimestre é bem diferente da vista nos quatro trimestres anteriores e, certamente, isso tem impacto no resultado primário."

Juros

Maciel também afirmou que as despesas com juros em 2012 devem ficar no menor valor da série histórica. Contribuíram para a queda dessa despesa no ano a redução da inflação e da taxa básica (Selic).

Sobre o resultado primário, ele afirmou que os números de outubro já refletem uma reação da atividade e disse que isso indica perspectiva mais favorável para o final do ano e início de 2013 em termos de resultado fiscal.

Em relação ao resultado do PIB do terceiro trimestre, Maciel afirmou que o BC irá se pronunciar em nota sobre o assunto.

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