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PIB deve ter crescimento em torno de 3% em 2011, diz BC

Carlos Hamilton, diretor da autoridade monetária, garantiu que a desaceleração da economia neste ano foi programada pelo governo

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

12 de dezembro de 2011 | 14h15

SÃO PAULO - O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Vasconcelos, disse hoje nesta segunda-feira, 12, que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer em torno de 3% em 2011. "Uma taxa de crescimento em torno de 3% e 3,5% é bastante importante e precisa ser comemorada", destacou, em referência à conjuntura internacional marcada por séria crise. Ele falou durante o seminário Reavaliação Risco Brasil, que está sendo realizado em São Paulo.

Na palestra, Hamilton chegou a citar a frase "em torno de 3%", mas complementou em seguida ao dizer que o relatório de inflação de setembro indicava que o País deverá registrar um avanço de 3,5% neste ano.

Ele garantiu que a desaceleração do PIB registrada neste ano foi programada pelo governo, com medidas que foram adotadas no final de 2010 e início deste ano. Além de medidas de restrição da velocidade de expansão do crédito, o Copom elevou os juros em 1,75 ponto porcentual de janeiro até julho.

Nesta segunda, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que a economia brasileira teve a segunda maior desaceleração entre 34 países em outubro, ficando atrás apenas da ìndia.

Câmbio como defesa

Hamilton afirmou também que a taxa de câmbio "é a primeira linha de defesa da economia" em momentos de estresse internacional. "Nós observamos isso em 2002 e em 2008, mas, evidentemente, não podemos deixar esse papel somente com a taxa de câmbio", comentou.

Segundo ele, as boas condições de liquidez das contas externas do País, proporcionadas sobretudo por superávits de transações correntes de 2003 a 2007 e ingressos expressivos de investimentos diretos estrangeiros nesse período, permitiram que o Brasil acumulasse um volume significativo de reservas cambiais, que foram fundamentais para mitigar os efeitos da crise internacional sobre a economia doméstica em 2008.

Em agosto de 2008, o País possuía US$ 205 bilhões em reservas, patamar que foi muito importante para que o Brasil enfrentasse a recessão mundial deflagrada naquele ano, como já manifestou o presidente do BC, Alexandre Tombini, e o seu antecessor, Henrique Meirelles. "Hoje, as reservas internacionais estão num patamar ainda maior, pois estão ao redor de US$ 350 bilhões", destacou Hamilton.

Regulação financeira conservadora

O diretor demonstrou orgulho em relação ao que é observado na economia brasileira nos últimos dez anos. Hamilton afirmou ainda que a regulação financeira conservadora diferencia o Brasil de outros países.     

Segundo ele, a crise de 2008 e 2009 mostrou que a "manutenção de um colchão de liquidez de compulsórios é fundamental" para o País. Hamilton afirmou ainda que a regulação prudencial no Brasil ajudou o mercado de capitais na expansão vigorosa da segunda metade da década passada. "A regulação prudencial cuidadosa facilitou o soerguimento do mercado de capitais", disse. "A regulação prudencial foi positiva para elevação de crédito de 25% para 50% do PIB (Produto Interno Bruto)."

Especificamente sobre o crédito imobiliário, Hamilton afirmou que este mercado ainda é bastante pequeno no Brasil como proporção do PIB. Segundo ele, há "espaço para crescer nos próximos anos".

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