PIB dos EUA cresce 0,6% no primeiro trimestre, indica prévia

A economia dos EUA não conseguiu se recuperar no nível previsto, o que pode sugerir mais um ano de crescimento fraco

Stefânia Akel, da Agência Estado,

26 de abril de 2013 | 10h14

Texto atualizado às 16h30

WASHINGTON - A economia dos Estados Unidos não conseguiu se recuperar no nível previsto no primeiro trimestre, o que pode sugerir mais um ano de crescimento fraco com os já existentes sinais de queda nas contratações e investimentos. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 0,6% de janeiro a março deste ano, o equivalente a uma taxa anualizada de 2,5%. O desempenho ficou abaixo das estimativas dos analistas.

Nos EUA, é mais comum a análise anualizada do crescimento da economia de cada trimestre - isto é, o PIB do período é elevado à quarta potência para simular o comportamento da atividade econômica se o mesmo ritmo de crescimento for mantido. No Brasil, a comparação de um trimestre ante o trimestre imediatamente anterior é a mais usada.

A economia norte-americana cresceu nos últimos 15 trimestres consecutivos, mas o ritmo médio anual, de pouco mais de 2%, é fraco quando comparado aos padrões históricos.

O principal motivador do crescimento no primeiro trimestre foi a retomada dos gastos dos consumidores. O consumo pessoal cresceu 3,2%, o melhor ritmo desde o fim de 2010. O número sugere que, pelo menos inicialmente, os norte-americanos não foram pressionados pelos aumentos de impostos que entraram em vigor em janeiro, apesar de outros dados do governo sugerirem que os consumidores desaceleraram os gastos em março após um forte início de ano. Se os gastos dos consumidores desacelerarem em meio a sinais de menos contratações, pode haver uma pressão significativa sobre a economia norte-americana este ano.

Já o ritmo de investimentos das empresas desacelerou fortemente no primeiro trimestre, crescendo 2,1% após ganho de 13,2% no trimestre anterior. Isso pode sugerir que as companhias estão céticas em relação à força da economia devido à austeridade em Washington.

Já os gastos em todos os níveis do governo recuaram 4,1%, ante queda de 7,0% no último trimestre de 2012. No entanto, um recuo maior é provável no futuro, uma vez que os cortes automáticos de gastos federais entraram em vigor em março e podem ter seu impacto mais aprofundado no decorrer do ano.

O mercado imobiliário, por sua vez, continuou sendo um ponto positivo da economia. Os investimentos residenciais fixos, que incluem construções de imóveis e melhorias no lar, cresceram 12,6% no primeiro trimestre, após terem registrado também sólidos ganhos nos últimos dois anos.

A mudança nos estoques privados, uma categoria frequentemente volátil, acrescentou mais de um ponto porcentual ao crescimento do PIB. As vendas finais reais, que correspondem ao PIB menos as alterações em estoques privados, avançaram 1,5% no trimestre, ante ganho de 1,9% no trimestre anterior.

Já o comércio exterior, que vinha sendo um fator positivo para a economia nos trimestres anteriores, pesou sobre o crescimento nos primeiros três meses do ano, principalmente devido às importações, que aumentaram 5,4% e são subtraídas do PIB. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.