PIB dos EUA cresce 2,5% no segundo trimestre

Resultado superou as expectativas; originalmente, o crescimento dos EUA no segundo trimestre havia sido calculado em 1,7%

Agência Estado,

29 de agosto de 2013 | 10h22

A economia dos EUA teve no segundo trimestre uma expansão mais forte do que se imaginava anteriormente, com revisões para cima das exportações e investimentos de empresas, o que sugere uma trajetória de crescimento mais forte na segunda metade do ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu a uma taxa anual de 2,5% entre abril e junho, de acordo com a segunda estimativa do Departamento do Comércio. Originalmente, o crescimento dos EUA no segundo trimestre havia sido calculado em 1,7%. O dado revisado superou as expectativas. Economistas consultados pela Dow Jones previam alta de 2,2% do PIB no período.

O lucro das empresas avançou 2,6% no segundo trimestre ante os três meses anteriores, indicando que elas estão numa posição favorável para contratar funcionários e elevar os investimentos nos próximos meses.

O relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio demonstra que a recuperação dos EUA está ganhando força, embora se mantenha fraca pelos padrões históricos. Essa leitura do PIB é a última que o Federal Reserve verá antes de se reunir em 17 e 18 de setembro para discutir a possibilidade de começar a reduzir sua política de estímulos econômicos. O Fed, como é conhecido o banco central norte-americano, já sinalizou que poderá iniciar o desmonte de sua política se a economia continuar dando sinais de melhora.

As exportações dos EUA tiveram crescimento bem mais forte do que se estimava no segundo trimestre, com expansão anual de 8,6%. Já os investimentos das empresas avançaram 9,9% na mesma comparação, também superando o cálculo original.

Por outro lado, os gastos do governo continuam contendo o crescimento, com queda anual de 0,9% no segundo trimestre, consequência de uma série de cortes feitos por Washington.

Os gastos dos consumidores, o maior componente do PIB e importante força motriz da recuperação, se enfraqueceram um pouco no segundo trimestre ante o anterior, mas se mantiveram fortes. O aumento da renda, no entanto, foi contido, comprometendo o poder de compra dos consumidores. Fonte: Dow Jones Newswires.

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