PIB dos EUA no 2º trimestre sobe 1,3%, menos do que o esperado

Especialistas esperavam alta de 1,8%; crescimento menor se deve à redução de gastos de consumidores

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

29 de julho de 2011 | 09h49

Os Estados Unidos deram mais um sinal de desaquecimento na economia hoje. O Produto Interno Bruto (PIB) americano no 2º trimestre se expandiu de forma mais lenta do que esperada sobretudo devido à redução de gastos de consumidores. O PIB do período avançou 1,3%, enquanto o esperado era alta de 1,8%. Os dados fazem parte da primeira estimativa do Departamento de Comércio.

 A leitura do PIB mostrou que o crescimento foi sustentado amplamente pelo investimento das empresas e pelas exportações.

Mas o gasto dos consumidores, um grande motor para a economia norte-americana, ofereceu uma contribuição muito menor para o crescimento do PIB no segundo trimestre. O gasto dos consumidores subiu a uma taxa anualizada de 0,1% no segundo trimestre, a mais fraca em dois anos, após avançar 2,1% no primeiro trimestre.

Os gastos das empresas subiram 6,3% no segundo trimestre, enquanto os estoques aumentaram US$ 49,6 bilhões, adicionando 0,18 ponto porcentual ao PIB.

O comércio também foi um grande contribuinte para o crescimento do PIB no segundo trimestre, adicionando 0,58 ponto porcentual, à medida que o aumento de 6% das exportações superou o ganho de 1,3% das importações.

O mercado imobiliário mostrou sinais de recuperação, subindo 3,8% no segundo trimestre.

Os gastos e os investimentos do governo recuaram, no entanto. Embora os gastos do governo federal tenham subido 2,2%, os gastos dos governos estatais e locais declinaram 3,4%.

Os dados confirmaram que o enfraquecimento da economia no primeiro semestre de 2011, à medida que a recuperação não conseguiu ganhar tração dois anos após o fim da profunda recessão. O Departamento do Comércio também revisou sua estimativa do crescimento do PIB em 2010 de 2,9% para 3%.

A grande razão da revisão em baixa do crescimento do PIB no primeiro trimestre foi o aumento menor do que o previsto dos estoques pelas companhias, enquanto os gastos do governo federal e dos consumidores foram revisados em baixa.

A alta de 1,9% no primeiro trimestre também foi revisada em baixa para 0,4%.

Custo de mão de obra

Outro dado divulgado hoje foi o custo da mão de obra. A elevação dos benefícios concedidos aos trabalhadores norte-americanos provocou alta no custo da mão de obra nos EUA durante o segundo trimestre, informou o Departamento do Trabalho.

O custo da mão de obra avançou 0,7% no segundo trimestre, superando a alta de 0,5% prevista pelos economistas consultados pela Dow Jones. Foi a maior alta desde o terceiro trimestre de 2008.

As remunerações e os salários avançaram apenas 0,4% no segundo trimestre, mas os custos com benefícios subiram 1,3% em relação ao trimestre anterior. Os benefícios incluem pagamentos de hora extra, bônus não relacionados à produção, assim como pagamentos com demissões, seguros e aposentadorias. Foi o maior aumento trimestral dos benefícios em quatro anos.

Em relação ao segundo trimestre de 2010, o custo da mão de obra subiu 2,2% no segundo trimestre. As informações são da Dow Jones. 

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