Pilotos ameaçam fazer mais paralisações na Lufthansa

O sindicato dos pilotos da Lufthansa disse que poderia convocar mais paralisações nesta semana se a companhia alemã não retomar as negociações sobre benefícios de aposentadoria, aumentando a pressão sobre a empresa que atravessa oitava greve neste ano.

REUTERS

21 de outubro de 2014 | 08h00

Os pilotos da Lufthansa iniciaram uma greve às 9h (horário de Brasília) na segunda-feira em voos de curta distância e ampliaram a ação para incluir voos de longa distância nesta terça-feira.

"Nós explicitamente não descartamos novas paralisações esta semana se a Lufthansa não ceder", disse à Reuters Markus Wahl, membro do conselho do sindicato Vereinigung Cockpit. Ele afirmou, no entanto, que espera que a companhia vá fazer uma nova oferta em breve.

A paralisação desta terça-feira, que deverá durar até 19h59 (horário de Brasília), afeta 166 mil passageiros e forçou a empresa a cancelar mais de 1.500 voos, incluindo muitos de seus voos lucrativos de longa distância a partir de Frankfurt.

Um porta-voz da Lufthansa disse que a companhia mantém sua última oferta, feita em setembro. A proposta estabelecia que os pilotos ainda poderiam se aposentar mais cedo, mas que a companhia desejava aumentar a idade mínima de 55 para 60 anos, enquanto a idade média de aposentadoria deveria subir para 61 anos, ante 58 atualmente.

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