Plano B da ThyssenKrupp pode incluir venda da Steel Europe--fontes

Se a ThyssenKrupp não encontrar um comprador para os ativos siderúrgicos nas Américas, o grupo pode considerar a opção politicamente desagradável de vender as operações de produção de aço na Europa, disseram fontes do setor financeiro.

ARNO SCHUETZE E MARILYN GERLACH, Reuters

23 de julho de 2012 | 11h29

A venda das operações de aço pode focar o grupo nas próprias divisões de tecnologia, que produzem desde fábricas industriais e elevadores a submarinos, o que poderia deixar a empresa menos exposta a ciclos econômicos.

A ThyssenKrupp tinha dito em maio que considerava a venda ou uma parceria para a Steel Americas --formada pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) e por usina nos Estados Unidos-- para gerar recursos e reduzir dívidas, mas o interesse pelos ativos tem sido morno.

"O plano B é buscar uma solução para toda a área de aço", disse uma fonte do setor bancário, citando dificuldades em encontrar comprador ou mesmo parceiro para a Steel Americas, em uma indústria afetada por excesso de capacidade produtiva.

"A administração já está considerando opções no caso (de um acordo) para Steel Americas não der certo", disse a fonte. "Eles simplesmente têm que fazer isso. A resposta inicial de possíveis compradores é muda, e a administração não pode ficar em uma posição de negociação em que um comprador remanescente pode chantageá-la em um acordo", disse a fonte.

Duas outras fontes do setor bancário com conhecimento da estratégia da ThyssenKrupp afirmaram que uma venda da divisão europeia de aço seria possível no próximo ano, no caso de uma recuperação da economia, e acrescentaram que o grupo pode buscar um comprador alemão para evitar dificuldades políticas decorrentes da vendas de uma divisão responsável por 29 mil empregos.

A ThyssenKrupp negou nesta segunda-feira à Reuters que esteja considerando vender as operações siderúrgicas na Europa, mas fontes afirmaram que os escalões mais altos do grupo estão avaliando a operação.

"(O presidente-executivo Heinrich) Hiesinger e (o diretor financeiro Guido) Kerkhoff estão pressionando para a venda das operações europeias de aço. Isso provavelmente deve ocorrer no próximo ano", disse uma das fontes.

A outra fonte afirmou que "a venda da Steel Americas é apenas o primeiro passo. O segundo será a venda dos negócios de aço na Europa".

Outra fonte no setor bancário, que trabalhou com a ThyssenKrupp no passado, disse que a companhia poderá obter um preço maior se as operações de aço na Europa e nas Américas forem vendidas em um só pacote.

"O processo de venda da Steel Americas tem sido complicado e vai continuar muito difícil", disse a fonte. "A venda da Steel Europe deve ser tão difícil quanto", acrescentou.

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