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Plano de Boehner ‘estará morto ao chegar ao senado’, diz senador dos EUA

Para líder democrata, Harry Reid, projeto do republicano 'não é uma solução de compromisso'

Renato Martins, da Agência Estado,

26 de julho de 2011 | 16h13

O líder democrata no Senado dos EUA, Harry Reid (Nevada), disse que o projeto de lei do presidente da Câmara, John Boehner (republicano/Ohio) estará " morto ao chegar" ao Senado, se chegar a ser aprovado na Câmara.

O projeto prevê medidas para reduzir o déficit do governo dos EUA em US$ 3 trilhões e eleva o limite legal de endividamento em duas etapas, com mais uma votação no Congresso antes do segundo aumento, no próximo ano. Alguns líderes da ala mais conservadora do Partido Republicano já disseram que vão se opor a esse projeto.

Em entrevista coletiva, Reid disse que o projeto de Boehner "não é uma solução de compromisso; ele foi escrito para a Tea Party, não para o povo americano" - referência a uma rede de agrupamentos ultraconservadores que tem influência no Partido Republicano.

O senador também apresentou nesta semana uma proposta, que prevê o aumento do teto da dívida dos EUA e a redução do déficit do país em um único movimento, em vez de forçar o Congresso a retomar o debate antes das eleições de 2012.

O projeto foi defendido pela líder da minoria da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, que classificou como um "bom plano" a proposta de Reid para cortar US$ 2,7 trilhões do déficit na próxima década e elevar o teto da dívida, enfatizando que isso não levaria a mais um tenso debate no próximo ano.

"O que eu mais gosto (no plano) é que ele nos leva até 2013, portanto a confiança que estamos tentando restaurar será restaurada por um período suficientemente longo e nós não teremos de passar por isso novamente em poucos meses", disse Pelosi.

Já o senador Mitch McConnell, líder da minoria republicana no Senado, disse que a proposta do senador democrata, com uma única elevação do limite de endividamento do governo, "depende de reduções de gastos muito suspeitas". O projeto de Reid, também apresentado na noite de segunda-feira, prevê que US$ 1 trilhão dos cortes de gastos previstos virá com a retirada das tropas norte-americanas do Iraque e do Afeganistão.

Nesta terça, a Casa Branca anunciou que os EUA não terão "espaço de manobra" para evitar uma moratória (default) no dia 2 de agosto, a não ser que o limite de endividamento do governo federal seja elevado. Segundo o secretário de Imprensa do país, Jay Carney, o Departamento do Tesouro norte-americano não poderá privilegiar um ou outro pagamento ou adotar outras medidas com o objetivo de evitar um default na próxima terça-feira, quando os EUA devem ficar sem dinheiro em caixa para cumprir suas obrigações financeiras se não houver aumento no limite de endividamento.

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