Plano de crescimento da BRF prevê 4 frentes de trabalho

Além de uma nova diretoria estatutária, a empresa de alimentos BRF divulgou nesta quarta-feira, 14, seu plano de aceleração do crescimento. Segundo a companhia, serão quatro frentes de trabalho: gerar demanda, planejar, suportar e prover. "Com base em dados preliminares ora conhecidos pela administração, a companhia estima que as oportunidades identificadas poderão ser atingidas gradualmente, o que importaria em resultado operacional, caso alcançado, de até R$ 1,9 bilhão por ano, a partir de 2016", ressaltou a BRF, em nota. A empresa ainda informou que para que esses ganhos sejam alcançados, há necessidade de aprovação de investimentos de cerca de R$ 800 milhões nos próximos três anos.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

14 de agosto de 2013 | 10h37

Conforme antecipado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o mercado já falava em algumas mudanças operacionais, como na estratégia de venda no mercado interno; uma nova onda de corte de custos nas operações, incluindo em eficiências de unidades, distribuição, entre outros e foco no capital empregado e retorno.

Nas oportunidades encontradas no trabalho realizado pelas consultorias contratadas - a BCG e a McKinsey, coordenada pela Galeazzi & Associados, na primeira (gerar demanda), a BRF terá uma nova estratégia de mercado (novo "go to market"), com aumento da produtividade de vendas; melhoria da gestão dos itens com "vida" (shelf life) curta; otimização da rentabilidade do portfólio de produtos e mudança na governança e na inteligência de política de preços (pricing).

Já no processo "planejar", a BRF pretende acelerar a captura dos benefícios dos projetos de melhoria operacional; otimizar sua logística; melhorar o processo de programação da produção; reduzir a complexidade na distribuição; reduzir estoques de produtos acabados; otimizar os investimentos, com foco em ativos estratégicos. No "suportar", haverá a revisão dos escopos de áreas administrativas, dos sites administrativos, comerciais e Centros de Distribuição (CDs) e análise de despesas gerais e gastos excessivos (overhead).

E no "prover" está prevista a melhoria da produtividade fabril e logística; revisão do parque (footprint) fabril e consequentemente da malha logística; otimização da infraestrutura logística e de sistemas e dos processos de compras.

O comunicado divulgado nesta quarta-feira ao mercado foi assinado pelo presidente do conselho, Abilio Diniz, pelo vice-presidente de Finanças, Administração e Relação com Investidores, Leopoldo Saboya, e já pelo novo diretor presidente, Claudio Galeazzi. A empresa ainda convocou uma entrevista com a imprensa também nesta quarta-feira, na sede da companhia, em São Paulo.

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