Plano de demissão da Eletronuclear pode custar R$ 200 mi

O plano de desligamento voluntário da Eletronuclear poderá custar à a empresa, já em 2014, cerca de R$ 200 milhões. A estimativa é do assessor da área técnica, Paulo Carneiro, que participou nesta manhã de seminário sobre o setor de energia nuclear. Segundo ele, cerca de 640 funcionários aderiram ao plano. O volume preocupou a companhia, que já previa a necessidade de contratação de novos 240 funcionários para atuar na usina de Angra 3.

ANTONIO PITA, Agencia Estado

14 de maio de 2014 | 13h42

"Esperamos uma reposição quase integral desses funcionários, pois será preciso um esforço para a empresa operar Angra 3 sem ampliar o quadro de funcionários, com otimização dos seus processos", afirmou o executivo. "Entendemos que é perfeitamente possível sem ampliar o efetivo, com remanejamentos", completou.

Parte das demissões, em áreas não operacionais, acontecerá ainda em 2014, gerando o custo estimado de R$ 200 milhões. As demais serão feitas até dezembro de 2015. A adesão chegou a 43% na área de engenheiros, o que preocupou a companhia. "Estamos fazendo um levantamento do conhecimento que pode ser retido para definir as datas. Há um gap", afirmou.

O executivo afirmou que até 13 de junho será concluído o cronograma das demissões e para o plano de gestão do conhecimento. Segundo Carneiro, há um concurso público previsto para a empresa ainda este ano, mas à espera de autorização da Eletrobras. A demanda projetada para a nova usina é de 245 funcionários.

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