Plano italiano inclui reformar previdência e afrouxar lei trabalhista

Em carta enviada à UE, Berlusconi promete equilibrar o orçamento até 2013 e diz que, mesmo com pacote de austeridade de € 60 bi,  governo ainda lida com uma dívida muito alta

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

26 de outubro de 2011 | 17h54

O plano de crescimento econômico da Itália, apresentado mais cedo em uma carta a líderes da União Europeia (UE) em Bruxelas, inclui uma reforma parcial do sistema previdenciário, a privatização de patrimônio do Estado e o afrouxamento das leis trabalhistas para facilitar demissões.

Na carta, à qual a Dow Jones teve acesso, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, reitera a promessa de equilibrar o orçamento até 2013 e admite que, apesar da recente aprovação de um pacote de austeridade fiscal de € 60 bilhões, o governo ainda está diante de um endividamento muito elevado e da estagnação do crescimento econômico.

Criticado tanto na Itália quanto na Europa por não ter se empenhado antes na busca por uma solução para o elevado endividamento e para a desaceleração do crescimento, Berlusconi prometeu detalhar o plano até 15 de novembro e implementá-lo no decorrer dos próximos oito meses.

De acordo com a carta, o governo italiano pretende acelerar a venda de patrimônio estatal, arrecadando com isso € 5 bilhões por ano pelos próximos três anos. A reforma parcial da previdência inclui uma elevação gradual da idade de aposentadoria dos homens e da mulheres para 67 anos até 2026. Outros elementos do plano incluem a otimização do uso de recursos da UE para acelerar o crescimento das regiões mais atrasadas da Itália.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, disse que o plano apresentado hoje durante a reunião de cúpula da UE "causou uma impressão muito boa" entre os presentes e "foi muito bem recebido".

As informações são da Dow Jones.

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