Plano para redução de déficit dos EUA recebe apoio de senadores

Plano, elaborado por congressistas democratas e republicanos, prevê cortes de gastos, reforma de programas sociais e mudanças no Código de Impostos e na Seguridade Social

Renato Martins, da Agência Estado,

19 de julho de 2011 | 15h43

Um pacote de medidas para redução do déficit do governo dos EUA em US$ 3,7 trilhões obteve apoio de um grande número de senadores dos dois partidos nesta terça-feira, 19. Isso surpreendeu as lideranças, já que esse projeto, que estava sendo elaborado há meses, era considerado "morto" há poucas semanas.

Cerca de metade dos 100 senadores norte-americanos acompanharam o briefing sobre o projeto, elaborado por um grupo de congressistas apelidado de "gangue dos seis". Ele prevê cortes de gastos, uma reforma de programas sociais como o Medicare (assistência de saúde para idosos) e mudanças no Código de Impostos e na Seguridade Social. Seus autores principais são os senadores Mark Warner (Partido Democrata/Virgínia) e Saxby Chambliss (Partido Republicano/Geórgia).

Em grande parte, o projeto se baseia em um pacote de reduções de gastos apresentado em dezembro pela comissão de redução de déficit da Casa Branca, presidida pelo democrata Erskine Bowles e pelo republicano Alan Simpson. Além de Warner e Cambliss, a "gangue dos seis" inclui os senadores Kent Conrad (Democrata/Dakota do Norte), Mike Crapo (Republicano/Idaho), Richard Durbin (Democrata/Illinois) e Tom Coburn (Republicano/Oklahoma).

O plano não inclui uma elevação do limite legal de endividamento do governo. Mas vários senadores disseram esperar que ele possa ser considerado parte de um pacote para elevar o limite da dívida antes de 2 de agosto, de modo a evitar um default do governo.

Resta saber se esse plano receberá algum apoio na Câmara, onde o Partido Republicano tem maioria (ao contrário do Senado). A bancada republicana na Câmara tem resistido a todas as propostas que incluam elevações de impostos, e o plano do Senado inclui uma elevação da arrecadação do governo de US$ 1 trilhão ao longo de dez anos, principalmente com a eliminação de isenções.

Segundo o senador Conrad, o plano pode ser resumido como cortes de gastos representando 74% do total e novos impostos representando 26%. As informações são da Dow Jones.

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