Plataforma para antecipar Tupi saiu de Cingapura, diz Galp

A plataforma com capacidade de 120 mil barris diários que será instalada para o início da produção comercial do mega campo petrolífero de Tupi, no pré-sal da bacia de Santos, já saiu de Cingapura e chegará antes de outubro ao Brasil, informou o presidente da portuguesa Galp, uma das parceiras da Petrobras no bloco.

SÉRGIO GONÇALVES, REUTERS

30 de julho de 2010 | 10h31

Manuel Ferreira de Oliveira disse que após elevados investimentos feitos nas refinarias da Galp em Portugal, a empresa vai orientar recursos principalmente para a exploração e produção no Brasil e em Angola a partir de 2012.

A Galp tem 10 por cento do campo de Tupi, operado pela Petrobras, com 65 por cento de participação. Os 25 por cento restantes pertencem à britânica BG.

No Brasil, a Galp já investiu cerca de 1 bilhão de dólares.

"O projeto do Brasil é um projeto de investimento recorrente e crescente", disse, salientando que o consórcio de Tupi,"está cumprindo o que tinha anunciado ao mercado e está surpreendendo de forma positiva".

Segundo Oliveira, os custos de exploração no Brasil são idênticos aos de exploração em Angola em águas profundas, mas não divulgou os volumes que serão investidos.

No primeiro semestre de 2010, a Galp aumentou a sua produção de petróleo em 43 por cento, contra o mesmo período de 2009, para 19.100 barris diários, com contribuição dos projetos de Tupi e da CPT Tombua-Lândana, em Angola.

No segundo trimestre deste ano, a produção aumentou 7 por cento em relação ao trimestre anterior, para 19.800 barris diários.

Ele antecipou que a Galp foi convidada para as novas rodadas de leilões de poços petrolíferos em Angola, do qual a Petrobras também deve participar, mas informou que ainda está analisando se aceita o convite.

A Galp anunciou nesta sexta-feira que seu lucro mais que duplicou no segundo trimestre, para 109 milhões de euros, impulsionado pela maior produção e alta no preço do petróleo.

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