Poço Franco é candidato nº 1 para capitalização da Petrobrás

Projeto de capitalização proposto prevê que, da parte dogoverno, o aumento de capital será feito por meio da cessão de reservasde 5 bilhões de barris do pré-sal, em troca de ações da empresa

Leonardo Goy, da Agência Estado,

20 de maio de 2010 | 13h57

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida, afirmou há pouco que o Poço Franco, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, "é o candidato número 1" para ser cedido à Petrobrás no processo de capitalização que o governo pretende realizar na empresa.

"Franco é uma área que já tem poço perfurado, já tem descoberta identificada, é uma área maravilhosa, uma das melhores do Brasil, hoje. É o candidato número 1 para cessão onerosa", disse Almeida, depois de participar de evento para a divulgação do Plano Decenal de Expansão de Energia, na sede do Ministério de Minas e Energia.

O projeto de capitalização proposto pelo governo prevê que, da parte do governo, o aumento de capital será feito por meio da cessão de reservas de 5 bilhões de barris do pré-sal, em troca de ações da empresa. Para isso ser feito, entretanto, a Agência Nacional do Petróleo precisa localizar a área que será cedida para a capitalização. Na semana passada, a ANP anunciou que o Poço Franco tem reservas recuperáveis de cerca de 4,5 bilhões de barris, praticamente a mesma quantidade necessária para a capitalização.

Apesar de afirmar que esse poço é o favorito, Almeida disse que isso não significa que será ele o escolhido. "Só vai ficar definido quando assinarmos o contrato e lá constar o Poço Franco", disse Almeida. O governo, porém, ainda aguarda a aprovação, pelo Senado, do projeto de lei que autoriza a capitalização da Petrobrás por meio da cessão onerosa de reservas.

Almeida deixou claro que a assinatura do contrato de cessão não será feita imediatamente após a aprovação pelo Congresso. Isso porque, segundo ele, é preciso concluir a análise da área a ser escolhida e ainda a certificação por uma entidade externa da quantidade de petróleo ali contida. Caberá à ANP contratar essa empresa que fará a certificação. Segundo Almeida a expectativa é de que a valoração e certificação da área seja concluída entre setembro e outubro. "Mas isso pode ser antecipado", disse Almeida. 

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