Política fiscal ajudará País a crescer de forma equilibrada, diz Augustin

Secretário do Tesouro destacou que o superávit primário acumulado no primeiro trimestre superou em R$ 17,7 bilhões o resultado do mesmo período de 2010

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

26 de abril de 2011 | 13h08

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que o papel do resultado fiscal este ano é de contração. Segundo ele, a atuação da política fiscal será a de ajudar o País a crescer de forma equilibrada e, assim, evitar pressões inflacionárias. "A situação fiscal é diferente da de 2010. Vamos ter um papel contracionista. É o que estamos fazendo deste o início do ano", afirmou. Ele destacou que o superávit primário acumulado no primeiro trimestre superou em R$ 17,7 bilhões o resultado do mesmo período de 2010.

Ele lembrou que, no ano passado, a economia precisava de estímulos para crescer. "Agora queremos equilibrar o crescimento econômico no que achamos melhor para o Brasil. Há uma contribuição do fiscal neste período para termos um crescimento equilibrado para que não haja pressão inflacionária", completou. O secretário antecipou que, em abril, o governo central voltará a apresentar superávit. "Vamos continuar tendo bom resultado em abril", afirmou.

Corte nas despesas

O secretário do Tesouro Nacional disse que o bom superávit de março reflete a decisão do governo de fazer cortes nas despesas. Segundo ele, os gastos em janeiro e fevereiro tiveram impacto das despesas que foram empenhadas no ano passado. "Março teve uma redução forte de despesa decorrente da decisão de cortar R$ 50 bilhões do Orçamento", disse Augustin.

Segundo ele, as despesas em março caíram 7,2% em relação a março de 2010. "Isso é reflexo da decisão governamental de fazer os cortes", afirmou. A queda em março levou a uma forte desaceleração no crescimento das despesas no acumulado do ano. De janeiro a março, os gastos cresceram 7,1% em relação aos três primeiros meses de 2010. No primeiro bimestre, as despesas subiram 15,7% na comparação com igual período do ano passado.

Augustin destacou que apenas as despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão mantidas e, por isso, tendem a crescer mais que os demais gastos. "As despesas com custeio tendem a ficar iguais ou menores que o crescimento nominal do PIB", afirmou. "Os investimentos vão ser maiores que o crescimento do PIB nominal", completou. O governo estima que a economia irá crescer nominalmente 12% este ano.

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