Por um caminho mais verde
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Por um caminho mais verde

Combinação entre tecnologia e sustentabilidade marca a nova geração de veículos da Stellantis

Stellantis, Estadão Blue Studio
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08 de maio de 2022 | 08h00

Gigante automobilística com cinco marcas presentes no Brasil – Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram –, a Stellantis projeta o lançamento de 16 novos modelos de veículos até 2025, em praticamente todos os segmentos, além de 28 reestilizações e sete opções elétricas ou híbridas. O que todas essas novidades terão em comum é a combinação cada vez mais harmônica entre tecnologia e sustentabilidade. “Não há dúvidas de que estamos vivendo um grande momento de transformação nos nossos produtos”, diz Antonio Filosa, presidente da Stellantis para a América do Sul. “A descarbonização é um dos vetores dessas mudanças e nossos lançamentos mostram isso. Outros fatores são a inovação e a conectividade – o que representa, na prática, a capacidade de operar em um ambiente de rede.”  

A projeção da empresa é de que, em 2030, todos os carros de suas marcas vendidos na Europa serão elétricos, índice que chegará a 50% nos Estados Unidos e a 20% no Brasil. Mas isso não é, necessariamente, uma má notícia para os brasileiros. Por aqui, graças à ampla disseminação do etanol – um combustível verde –, a eletrificação avançará em modelos híbridos. “É uma solução inteligente e natural, que se apoia em uma vantagem competitiva nacional”, observa Filosa. 

Mesmo com essa tendência, a eletrificação dos modelos da Stellantis já começou no Brasil, com o lançamento do Fiat 500-e, do Jeep Compass 4Xe e do Peugeot e-208, além dos utilitários Citroën e-Jumpy e Peugeot e-Expert. O processo de redução das emissões de CO2 também se estenderá, cada vez mais, aos processos industriais: à medida que os carros se tornarão mais limpos, também as fábricas mitigarão totalmente seu impacto ambiental. A Stellantis prevê a descarbonização total de suas operações até 2038, com redução das emissões pela metade em 2030. 

Desde o ano passado, o Polo Automotivo Stellantis de Goiana (PE) foi certificado pela abrangência da neutralização, tornando-se o primeiro polo industrial multiplantas carbono neutro da América Latina. Além dele, a fábrica de motores de Betim (MG), a unidades de motores de Campo Largo (PR) e outras três plantas de componentes já são neutras em termos de emissões. 

“Além desse esforço nas nossas indústrias, estamos trabalhando para reduzir e neutralizar as emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia de valor”, descreve o executivo. Tanto em Pernambuco quanto em Minas Gerais, a empresa desenvolve ações de economia circular em parceria com instituições locais, transformando resíduos da produção de veículos em produtos que geram emprego e renda.  

“É um movimento alinhado à relevância das ações ESG, que fazem parte das diretrizes da empresa, e à mudança de postura dos consumidores, cada vez mais atentos a essas responsabilidades”, destaca Filosa. Acompanhe a seguir outros trechos da entrevista com o executivo da Stellantis.

 

ENTREVISTA

Como serão os carros daqui a 20 anos?  

A indústria automobilística atravessa, no Brasil e no mundo, o mais rico período de transformação de sua história. Tudo está em evolução. E este é um processo com várias etapas. Algumas tendências já estão claramente desenhadas. O futuro será da eletrificação, da direção assistida e autônoma, da conectividade, da descarbonização. De imediato, vamos evoluir para uma matriz múltipla de propulsão, em que conviverão motores a combustão menores e mais eficientes, motores a etanol, motores elétricos e sistemas híbridos.  

Ao mesmo tempo, os carros serão cada vez mais conectados. Vão interagir com a infraestrutura urbana, com os veículos ao redor e com o mundo do usuário – casa, trabalho, compras, entretenimento. O nível de eletrônica embarcada crescerá rapidamente, permitindo que as pessoas realizem inúmeras operações a partir do interior do veículo, ao mesmo tempo em que várias funções da condução, como manter a distância de outros veículos e frear quando necessário, serão assistidas pelo sistema inteligente e realizadas automaticamente. Haverá uma evolução passo a passo nos cinco níveis de condução autônoma, até chegarmos ao nível 5, de autonomia total, em que o interior dos veículos parecerá uma sala de estar.

 

A Stellantis vem se posicionando como uma tech car company. O que significa esse conceito? 

Este é um movimento de forte agregação de tecnologia ao produto, aos processos produtivos e à forma de relacionamento com o cliente. O cliente realmente se torna o centro de tudo, a razão de todas as soluções tecnológicas. O carro passa a ser um marketplace, uma continuidade da vida conectada do usuário. 

Isto significa transformar uma empresa tradicional e centenária em uma empresa digital e disruptiva. Cada vez mais, nosso foco evolui para soluções de mobilidade sustentável e na experiência do usuário. É uma evolução muito relevante para um setor que tradicionalmente se concentra na manufatura.

Nosso foco é utilizar todos os recursos que a tecnologia oferece para criar novas soluções de mobilidade sustentável, com vários outros serviços agregados. A Stellantis está investindo mais de 30 bilhões de euros até 2025 para desenvolver software e transformação de eletrificação. É incrível pensar em quanta tecnologia, inovação e conectividade existem a bordo de um automóvel. Tudo isto está a serviço do transporte, mas, principalmente, da experiência do cliente. Ser uma tech company é estar nessa fronteira e ultrapassá-la.

Nesse cenário de tantas inovações, qual a importância das parcerias com as empresas de tecnologia?  

As parcerias são estratégicas para acelerar o desenvolvimento de novos serviços e produtos alinhados com as necessidades do consumidor. Por meio de parcerias, incorporamos talentos e competências de que não dispomos e podemos avançar em soluções inovadoras. Entendemos que fazemos parte de um ecossistema de inovação, que gera conhecimento e eficiência.

Temos parcerias globais com empresas líderes em seus segmentos, como Amazon, Foxconn e Waymo, mas também focamos nas parcerias locais com universidades, institutos de pesquisa e empresas de setores diversos. Exemplo disso é a nossa parceria com TIM e a Accenture para a aplicação da tecnologia 5G. Recentemente, o Polo Automotivo de Goiana (PE) foi pioneiro no uso da tecnologia 5G na manufatura brasileira. É um marco na busca pela inovação. 

Estamos também trabalhando em conjunto para criar uma estrutura de serviços e de apoio aos usuários de veículos elétricos. Por isto estabelecemos parceria com a Ecovagas, iniciativa idealizada entre a Estapar, a maior rede de estacionamentos do País, e a Enel X, empresa de soluções energéticas da Enel Brasil, para impulsionar a primeira rede de recarga semipública para veículos híbridos e elétricos do País. Outro parceiro importante é a WEG, que produz o equipamento para recarga dos veículos elétricos. Estamos ampliando e fortalecendo estas e outras parcerias.

 

Como a indústria automobilística pode ajudar o Brasil a aumentar sua competitividade? 

É importante considerar que a competitividade se dá em duas dimensões: a da empresa, quando a gente fala da portaria de nossas fábricas para dentro, e a sistêmica, da portaria para fora. Ao produzir o Jeep Renegade na nossa unidade de Goiana (PE) ou o Citroën C3 em Porto Real (RJ), usamos tecnologia e qualificação profissional equivalentes às dos outros países em que atuamos. O grande gap de competividade do Brasil acontece da portaria para fora. É muito mais caro produzir no Brasil em relação aos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico], devido a custos maiores de logística, infraestrutura, impostos. 

Eu diria que temos três carências principais: a necessidade de reforma tributária para racionalização e simplificação da estrutura de impostos, o déficit de infraestrutura – tanto física quanto de dados – e as enormes diferenças regionais. Descentralizar o investimento entre todas as regiões do País é um processo benéfico, que estimula um crescimento mais equilibrado. A indústria automobilística tem uma cadeia de valor longa, que envolve fornecedores de matérias-primas, insumos, componentes e serviços. Uma planta automotiva atrai para seu entorno inúmeros fornecedores e irriga a economia local. A renda média cresce, a capacidade de consumo se expande, o nível de educação aumenta e os indicadores econômicos e sociais avançam. 

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