Portais para empresários: um bom negócio

Sites exclusivos para donos de organizações são fonte de troca de informações e criam oportunidades para novas transações

Ligia Aguilhar, especial para O Estado de S. Paulo,

14 de fevereiro de 2011 | 07h50

Imagine uma espécie de Facebook empresarial no qual você possa fazer contatos, em vez de amigos, fechar negócios, em vez de trocar recados e até mesmo tirar dúvidas e debater ideias sobre a sua atividade. Se você já conhece as maravilhas que as redes sociais podem fazer em prol da relação empresa-consumidor, precisa conhecer esses e outros benefícios das redes sociais para empresários, tema desta segunda reportagem da série Empreendedor Conectado, que o caderno Oportunidades traz até o dia 20, com dicas de ferramentas da web que facilitam a vida de quem tem seu próprio negócio.

O empreendedor Guilherme Negri, de 27 anos, está em uma dessas redes. À procura de um designer que elaborasse estampas para camisetas da sua loja de roupas sustentáveis, a Coletivo Verde, descobriu a Empreendemia, rede social que facilita a comunicação entre empreendedores e o fechamento de novos negócios.

Poucos dias após criar o perfil da sua empresa no site, encontrou diversos designers interessados em fazer o trabalho. "Eram só profissionais de alto nível. Muita gente me adicionou também para troca de informações sobre o mercado", diz.

"Antes eu teria de entrar em um site de busca ou procurar por alguém da área em comunidades virtuais específicas. Por meio de redes como essa, fica mais fácil fazer networking."

Os criadores do Empreendemia, Mauro Ribeiro, 25 anos, Millor Machado, 23, e Luiz Piovesana, 25, também são empreendedores que perceberam uma oportunidade de negócio na criação de uma rede para conectar empresários de todo o País.

Lançada em novembro de 2009, a Empreendemia tem 5,5 mil empresas cadastradas. Gratuita, a rede permite a criação de um portfólio virtual com exemplos de produtos e serviços oferecidos pela empresa. Em vez de adicionar pessoas, o empreendedor troca cartões virtuais.

Há, ainda, um mural de ofertas de produtos e serviços e a possibilidade de os usuários avaliarem as empresas cadastradas. "Muitas vezes, o empreendedor não vê a internet como um canal de vendas, mas ela é importante para fechar e expandir novos negócios ", diz Piovesana.

Colaboração

O Banco Itaú criou, no fim do ano passado, a Comunidade Empresas, um ambiente colaborativo para companhias de diferentes portes e setores. A ideia é promover discussões entre os usuários para troca de experiências, debates sobre tendências, melhores práticas e geração de novos negócios.

A ferramenta é gratuita e possui duas mil companhias cadastradas. "Nós queríamos criar uma consultoria financeira em um ambiente colaborativo para a sustentabilidade dos negócios, especialmente das micro e pequenas empresas, que são as que mais precisam de informações", afirma o diretor de Empresas do Itaú Unibanco, Carlos Eduardo Maccariello.

O empresário Ruy Leal, 60 anos, fundador da ONG Via de Acesso, voltada para a capacitação e inserção de jovens no mercado de trabalho, aproveita o ambiente para criar discussões e fazer networking. "Há dois grandes benefícios nessas redes: o mundo de informações que elas oferecem e a exposição da sua empresa em comunidades que não param de crescer."

Já o Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aproveitou o ambiente das redes sociais para criar a Bolsa de Negócios, que cruza anúncios de oferta e demanda por produtos e serviços entre empresa. Criou também uma versão virtual da sua famosa Feira do Empreendedor.

"É uma vitrine de oportunidades para novos empresários e de grande visibilidade para quem expõe sua empresa na rede", diz Denise Marques, coordenadora nacional da feira do empreededor online.

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