Portugal deve acelerar medidas de austeridade para reduzir déficit

Cálculos indicaram que os cortes nos gastos no primeiro trimestre não foram suficientemente profundos

Regina Cardeal, da Agência Estado,

28 de junho de 2011 | 13h45

O governo de Portugal vai acelerar algumas medidas de austeridade destinadas a reduzir o déficit do orçamento do país, depois que os cálculos indicaram que os cortes no primeiro trimestre não foram suficientemente profundos.

O governo divulgou nesta terça-feira seu programa para os próximos quatro anos confirmando que será "mais ambicioso" e irá além dos termos previstos no pacote de ajuda de 78 bilhões de euros acertados com a União Europeia, o FMI e o BCE. Não foram divulgados detalhes sobre as novas medidas que estariam sendo avaliadas.

De acordo com duas autoridades, os dados do déficit para os três primeiros meses foram distorcidos por gastos que haviam sido rolados e cortes de gastos estatais que, de fato, eram resultantes de contas em atraso que terão de ser pagas agora.

O problema havia sido apontado anteriormente pela unidade de suporte técnico ao orçamento, não partidária, que afirmou em relatório no mês passado que um corte de 3,6% nos gastos estatais no primeiro trimestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado foi ajudado pelo aumento na dívida acumulada com pessoal, bens e serviços sob alguns ministérios. Sem levar isso em consideração, o corte de gastos foi de 1,6%, de acordo com o relatório.

Entre as medidas que poderão ser impostas rapidamente para equilibrar os números de gastos acima do esperado está um aumento no imposto sobre venda de alguns produtos, segundo as fontes. Pelos termos do pacote de ajuda, Portugal precisa cortar seu déficit orçamentário para 5,9% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, de mais de 9% em 2010.

O novo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que assumiu o posto na semana passada, tem mostrado que está disposto a cumprir as exigências do pacote. As informações são da Dow Jones. 

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