Portugal não identifica acordo entre CGD e acionistas da Cimpor

O órgão regulador do mercado de capitais de Portugal não identificou a existência de qualquer acordo entre a estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD) e outros acionistas da Cimpor, alvo do interesse da CSN, Camargo Corrêa e Votorantim.

REUTERS

28 Janeiro 2010 | 13h41

"Das diligências efetuadas junto às outras entidades ouvidas não resultou evidência da existência de qualquer acordo", informou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em comunicado nesta quinta-feira.

A CMVM decidiu, na semana passada, averiguar se a CGD teria uma participação acionária superior não comunicada à CMVM, além dos 9,6 por cento informados, no âmbito de "uma aliança estratégica" para manter o centro de decisão da Cimpor em Portugal.

A CGD emitiu um comunicado na semana passada afirmando que mantinha contatos com acionistas da Cimpor, desde antes da CSN lançar sua oferta.

Neste comunicado, a CGD informou também que foi abordada para estabelecer um eventual acordo que promovesse a estabilidade acionária da Cimpor, que envolveria uma posição inferior a um terço dos direitos de voto da cimenteira, mas não tomou qualquer decisão sobre um eventual acordo.

A oferta pública de aquisição da Cimpor feita pela Companhia Siderúrgica Nacional foi registrada na véspera pela CMVM, mantendo o preço proposto inicialmente de 5,75 euros por ação. O valor já havia sido rejeitado pelo conselho de administração da cimenteira.

Após a oferta da CSN, a Camargo Corrêa fez uma proposta de fusão. Mas a CMVM notificou a Camargo Corrêa para lançar uma oferta concorrente à da CSN com preço pelo menos dois por cento superior aos 5,75 euros por ação, ou retirar a proposta de fusão.

Esta semana, a Votorantim foi a terceira empresa brasileira a indicar que está de olho na Cimpor, tendo mantido desde 2008 contatos diretos com acionistas da Cimpor para a aquisição de uma participação minoritária, mas não tomou ainda qualquer decisão quanto à compra de ações.

O maior acionista da Cimpor é a construtora Teixeira Duarte com 23 por cento do capital, tendo a francesa Lafarge 17,3 por cento, Investifino 10,7 por cento, o Fundo de Pensões do Millennium bcp 10 por cento, a estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD) 9,6 por cento, a Bipadosa 6,5 por cento e a Cinveste 4,1 por cento.

A Investifino de Manuel Fino tem uma opção de compra dos 9,6 por cento da CGD, por três anos contados a partir de 16 de fevereiro de 2009.

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