Portugal precisará de ajuda se orçamento for rejeitado, diz ministro

'Nos encontraríamos impedidos de obter financiamento para a economia portuguesa e teríamos de encontrar financiamento alternativo', comentou o ministro falando sobre a possibilidade de rejeição

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de outubro de 2010 | 10h14

O ministro de Finanças de Portugal, Fernando Teixeira dos Santos, alertou que o governo ficará de fora dos mercados internacionais de bônus e terá de buscar ajuda externa caso o orçamento para 2011 seja rejeitado. Os comentários foram feitos em entrevista ao canal de televisão português SIC Notícias no domingo e serviram como o alerta mais duro do governo aos partidos de oposição, cuja ajuda será necessária para a aprovação do orçamento pelo parlamento.

Falando sobre uma possível rejeição do orçamento, Teixeira disse que, no dia seguinte a isso, "nos encontraríamos impedidos de obter financiamento para a economia portuguesa e teríamos de encontrar financiamento alternativo", disse. "Nós não teríamos de bater nas portas, no entanto, pois eles viriam imediatamente", acrescentou, em referência a uma linha de crédito criada pela União Europeia para ajudar países sem opções de financiamento.

O principal partido de oposição ao governo português, o Social Democrata, tem afirmado nas últimas semanas que não vai aprovar o orçamento de 2011 se o governo insistir em aumentos de impostos. A proposta orçamentária do governo inclui uma elevação no imposto sobre valor agregado para 23%, de 21%, e cortes nos salários dos servidores públicos. O Partido Social Democrata deve revelar amanhã qual será seu voto em relação ao orçamento.

Se Portugal for forçado a recorrer à União Europeia e a Fundo Monetário Internacional (FMI), essas organizações vão impor medidas que serão mais duras e mais prejudiciais para a economia do país, alertou Teixeira. O parlamento português tem até o fim de novembro para votar o orçamento.

As informações são da Dow Jones. 

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