Portugal Telecom passa a deter fatia na Oi de 38,25%

Após a oferta de ações da Oi, a Portugal Telecom passou a deter participação direta e indireta (via outras empresas) na Oi de 38,25% e, apenas direta, de 36,7%, sem considerar o lote de ações suplementar que ainda não foi exercido. A fatia indireta era de 21,14%, sendo que não havia direta.

MARIANA SALLOWICZ, Agencia Estado

29 de abril de 2014 | 21h25

O FIA terá a segunda maior participação direta, com 6,45%. O fundo é gerido pelo BTG Pactual e formado também pelos grupos Andrade Gutierrez e Jereisatti e pela Fundação Atlântico (fundo de pensão dos funcionários da Oi).

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) subiu a fatia direta e indireta de 3,52% para 5,21%, sem as ações suplementares. A instituição apresentou ordem de investimento de R$ 749,8 milhões, a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) de R$ 100 milhões, a Petros (fundo da Petrobras) de R$ 50 milhões e a Funcef (fundo da Caixa Econômica Federal) de R$ 10 milhões.

A companhia que surgirá da fusão, a CorpCo, terá composição acionária diferente, com a extinção da Portugal Telecom e da Telemar Participações. Os acionistas que fazem parte delas passarão a ter participação direta na empresa de capital pulverizado. Entre os acionistas da PT estão a RS Holding, o Grupo Espírito Santo e o banco suíço UBS. O processo de união das companhias está previsto para ser concluído neste ano, quando ocorrerá a mudança na estrutura.

A oferta da Oi movimentou R$ 6,25 bilhões no mercado, com a venda de ações. Outros R$ 2 bilhões vieram do fundo FIA, gerido pelo BTG Pactual, coordenador líder da oferta, e mais R$ 5,71 bilhões de ativos da PT. Segundo fontes, a maior participação na oferta foi de investidores americanos, com pouco mais de 40%. Em seguida, aparecem os europeus, com porcentual um pouco abaixo de 40%. Considerando todos os estrangeiros, a fatia ficou entre 80% e 85%, com o restante vindo do Brasil.

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