Positivo lança tablet com preço sugerido de R$ 999

A Positivo Informática anunciou hoje o lançamento de sua linha de tablets (computadores portáteis em formato de prancheta) Positivo Ypy. Os produtos chegam ao varejo brasileiro na segunda quinzena de outubro, com preços sugeridos a partir de R$ 999, e também têm previsão de serem comercializados na Argentina ainda neste ano. Segundo a empresa, a linha de tablets foi desenvolvida a partir de estudos em parceria com pesquisadores brasileiros.

RODRIGO PETRY, Agencia Estado

20 de setembro de 2011 | 12h17

De acordo com a companhia, um dos diferenciais do Positivo Ypy é que ele já sai de fábrica com mais de 50 aplicativos pré-instalados, além do sistema operacional em português. "Estudamos o comportamento do consumidor durante 20 meses para chegar a um produto 100% voltado ao brasileiro", afirma Hélio Bruck Rotenberg, presidente da Positivo Informática.

As duas versões dos tablets possuem tela sensível ao toque, com definição de alta resolução e formato 4:3. O teclado virtual também está em português, com teclas como a cedilha. O produto conta ainda com sensor de movimentos (acelerômetro), que pode ser usado em jogos, porta USB e saída HDMI para que seja ligado à TV de LCD, além de suporte para uso de sites com Adobe Flash.

Argentina

O tablet Ypy será vendido ainda este ano na Argentina, disse Hélio Rotenberg. "Vamos lançar com um pouco de atraso em relação ao Brasil, pelo ecossistema que precisa ser desenvolvido em espanhol", disse, se referindo ao conjunto de softwares, que inclui os aplicativos e o sistema operacional. Ele afirmou ainda que a empresa atingiu a liderança de vendas de computadores no mercado argentino, salientando que os dados são extra-oficiais. Desde o final do ano passado, a Positivo tem uma joint venture (parceria) com a companhia argentina BGH, que foi a primeira unidade fabril da companhia fora do Brasil.

O executivo evitou dar projeções de vendas dos modelos de tablet lançados. Segundo ele, a empresa está "preparada para competir com os tablets fabricados por empresas estrangeiras". O principal concorrente é o Ipad da Apple.

Em relação aos preços, Rotenberg disse que a variação cambial vai definir os valores dos tablets. "Mesmo após a recente alta do dólar, mantivemos um tablet com um preço abaixo dos mil reais", disse acrescentando ter preocupação "com qual será o patamar de dólar" daqui pra frente. "Como temos margens baixas, se o dólar começar a subir, vamos ter de repassar para os preços."

Segundo ele, a vantagem de já atender o varejo com a venda de PCs vai ajudar para que os produtos cheguem facilmente as lojas no Brasil. "Já estamos negociando com as redes varejistas", disse.

Rotenberg não revelou os investimentos, mas afirmou que representaram grande parte dos R$ 40 milhões aplicados em pesquisa e desenvolvimento deste ano. "Os investimentos foram em produtos, aplicativos, e não em fábricas." A fabricação inicial será em Curitiba, mas deverá ser expandida a Manaus. "Não queremos ficar com apenas um local de fabricação. Ainda temos incentivos fiscais conforme o produto", disse.

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