Divulgação/Positivo Tecnologia
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Positivo busca ampliar presença no mercado de celulares em parceria com empresa chinesa

Empresa brasileira busca formas de aumentar participação no segmento; aparelhos da Samsung e Motorola representam cerca de 70% do mercado nacional de smartphones, com participações de 38% e 29%

Elisa Calmon e Lucas Agrela, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2022 | 15h25

A Positivo Tecnologia planeja lançar quatro linhas de smartphones Infinix, da chinesa Transsion, até julho no Brasil. Os novos modelos se somarão ao Infinix Note 10 Pro, anunciado por aqui em outubro do ano passado, quando a parceria entre as duas companhias foi divulgada. O objetivo é diversificar o mercado nacional de celulares, hoje concentrado principalmente na Samsung e Motorola, assim como ampliar a gama de produtos da empresa, afirma o vice-presidente de mobilidade da Positivo, Norberto Maraschin, em entrevista exclusiva ao Broadcast.

Os aparelhos da Samsung e Motorola representam cerca de 70% do mercado nacional de smartphones, com participações de 38% e 29%, respectivamente, segundo levantamento da consultoria americana International Data Corporation (IDC). Na sequência, aparecem Xiaomi e Apple, ambas com 7%.

Na escala mundial, os números da Samsung e Motorola caem para 17% e 3%. Maraschin atribui essa discrepância entre as participações nacionais e globais ao fato de as duas produzirem em solo brasileiro. “Fabricar aqui traz muito mais competitividade, reduz o preço, gera empregos e contribui para o desenvolvimento da tecnologia, sem contar os benefícios fiscais”, comenta o executivo.

De olho nisso, todos os modelos frutos da parceria entre a Positivo e a Transsion serão produzidos nas fábricas já em operação no País. A empresa conta com cinco unidades industriais, sendo duas no Nordeste, uma na região Sul e mais duas em Manaus. A diversidade de preços é mais uma aposta da companhia para mergulhar no segmento de celulares. Os aparelhos a serem lançados até julho vão englobar as diferentes faixas, variando entre R$ 1 mil e R$ 4 mil.

"O mercado está carente de opções. É ruim para os varejistas e para o consumidor ficar na mão de duas empresas. Mais uma marca em um mercado desse tamanho é muito benéfico", diz o executivo.

Concentração de mercado

A qualidade dos produtos também entra na lista de estratégia para driblar a concentração de fabricantes, fenômeno que não é exclusivo do mercado brasileiro. Em 2015, cerca de 20 empresas dividiam esse segmento. Em 2021, a lista se reduziu a cinco nomes: BBK (20%), Samsung (17%), Apple (14%), Transsion (12%) e Xiaomi (12%), ainda de acordo com o IDC. Enquanto isso, a América Latina tem apenas com três marcas locais de celulares.

Novos aparelhos

Nesta quinta-feira, 7, a Positivo Tecnologia anunciou o lançamento de três modelos de smartphones da linha Infinix. Os aparelhos chamados Infinix Hot 11, Infinix Hot 11S e Infinix Zero serão vendidos por preços entre R$ 1.600 mil e R$ 2.500 no País. 

O modelo Zero é o primeiro da marca que é compatível com a internet 5G, colocando a empresa como concorrente de dispositivos como o Galaxy A52s e o Moto G 5G. 

A expectativa de venda para os novos modelos é boa. O primeiro modelo lançado no fim do ano passado teve os estoques esgotados em dois meses, segundo a empresa.

A Positivo ainda mantém aparelhos celulares vendidos no mercado com sua própria marca, mas voltados ao nicho de entrada. 

Além da Positivo, a Multilaser também fabrica e vende produtos de empresas internacionais, como os smartphones da Nokia, em parceria com a HMD Global, detentora da marca.

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