Prazo para garantias da PDVSA no BNDES ‘é para valer’, diz Petrobrás

Segundo o diretor de Abastecimento e Refino da estatal brasileira, se banco não aprovar garantias, venezuelana ficará fora da construção da Refinaria Abreu e Lima

Kelly Lima, da Agência Estado,

26 de setembro de 2011 | 18h38

A petroleira venezuelana PDVSA tem prazo até o dia 30 de setembro para ter aprovado junto ao BNDES suas garantias financeiras, que deverão ser disponibilizadas para tomar financiamento para a construção da Refinaria Abreu e Lima em parceria com a Petrobrás. A despeito de toda a elasticidade nos prazos anteriores citados pela Petrobrás para que a companhia venezuelana apresentasse os recursos para efetivar sua participação no capital da refinaria, este prazo "agora é pra valer", garantiu o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. "Sei que adiamos os prazos mais de uma vez, mas agora estamos acordados. Se não houver a aprovação por parte do BNDES, não tem mais conversa e a PDVSA está fora", disse.

Costa destacou que, se houver a confirmação e validação das garantias apresentadas pela empresa ao BNDES, ela terá até o dia 30 de novembro, "impreterivelmente" para fazer o aporte. Além dos 40% referentes a um empréstimo de R$ 10 bilhões tomados pela Petrobrás junto ao banco para destinar à refinaria, a PDVSA deverá incluir neste aporte outros recursos correspondentes a sua parte no negócio e já desembolsados pela Petrobrás. O diretor da estatal brasileira não quis divulgar o valor exato. Segundo ele, a refinaria hoje está com 40% das obras concluídas e terminou todo o processo licitatório para a aquisição de equipamentos.

A primeira parte da refinaria está prevista para entrar em operação em 2013. Costa destacou que o excesso de chuvas em Pernambuco, tanto no ano passado quanto neste ano, tem prejudicado o andamento das obras, mas que soluções alternativas têm sido viabilizadas para impedir que o cronograma seja alterado.

Segundo o diretor, o processo licitatório para aquisição de equipamentos para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) também está em fase de conclusão, faltando apenas a análise das propostas para a instalação de tubovias. No Comperj, 25% das obras estão concluídas.

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