Preço da ação da BB Seguridade poderia ser maior, diz BB

O preço das ações do BB Seguridade, que começaram a ser negociadas nesta segunda-feira, 29, na BM&F Bovespa, poderiam ter ficado em um patamar maior ao fixado, de R$ 17,00, segundo o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, em razão da forte demanda que apresentou. Mas o banco preferiu fixar um valor "justo" para os seus investidores, possibilitando a eles a valorização dos papéis, informou o executivo. "Temos uma postura conservadora. Nosso objetivo foi não só proporcionar ganhos ao banco, mas também aos investidores, elevando, assim, a confiança deles na companhia", disse.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

29 de abril de 2013 | 13h34

As ações do braço de seguros do Banco do Brasil abriram com queda de 2,29% e às 12h53 recuavam 1,35%, cotadas a R$ 16,77 enquanto o Ibovespa subia 0,42%. Sobre a queda, o presidente do BB disse que se trata de um movimento natural uma vez que os investidores aproveitam a ocasião para fazer realizações. Segundo ele, o investimento em renda variável é de médio e longo prazo. "Não se pode apavorar com o sobe e desce das ações", justificou Bendine, após participar da cerimônia que marcou a estreia da BB Seguridade na bolsa brasileira.

Ele destacou que o potencial de crescimento do braço de seguros do Banco do Brasil é grande uma vez que sua participação nos resultados da instituição ainda é pequena. Mas, segundo Bendine, não há um segmento de destaque. "Há oportunidades de crescimento tantos nos diversos tipos de seguros como em planos de previdência privada", disse.

De acordo com o presidente do BB, o banco Postal foi uma aquisição relevante para a instituição nos últimos anos e atuará como um importante canal de distribuição de seguros. Ele também comentou sobre as oportunidades de crescimento do mercado como um todo. "O segmento tem potencial para dobrar a sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro."

Os prêmios do mercado de seguros, incluindo o seguro saúde, atingiram R$ 252,4 bilhões em 2012, o que representou 5,7% do PIB no ano passado, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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